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    sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

    Perigo de guerra mundial: EUA atacam aeroporto de Bagdá e matam principal líder militar do Irã

    Morte de Soleimani tem potencial para gerar revolta no Irã, Iraque e entre árabes

    Morte de Soleimani tem potencial para gerar revolta no Irã, Iraque e entre árabes

    Os Estados Unidos assumiram a responsabilidade pela ação que matou o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, general Qasem Soleimani, e o comandante da milícia, Abu Mahdi al-Muhandis, na noite desta quinta-feira (2) em um ataque aéreo ao comboio que abrigava os dois líderes no aeroporto de Bagdá. A milícia xiita iraniana acusa os Estados Unidos e Israel de liderarem a ação.

    Três foguetes teriam atingido o aeroporto. Além de Soleimani e Al-Muhandis, outras cinco pessoas teriam morrido no ataque.

    Ao liderar a ação, o presidente americano, Donald Trump, e seu governo certamente criaram, para seus povos, países, o Golfo Pérsico, o Oriente Médio e talvez o mundo, um clima de tensão maior do que as geradas pela queda e morte do líder iraquiano Saddam Hussein e a execução, pelos Estados Unidos, do fundador da Al-Qaeda, Bin Laden.

    As duas somadas, a bem da boa explicação, como fizeram questão de destacar vários gigantes da imprensa mundial, entre eles a seção americana do canal de notícias CNN e o mais influente jornal do planeta, o The New York

    Os riscos de reação pesada do Irã e de consequente guerra são reais. O preço do barril de petróleo começou a subir em todas as cotações do produto no mundo abertas a partir do início da madrugada (no horário de Brasília) de sexta-feira (3). Uma reação violenta do Irã, a partir de ataques militares formais e mesmo iniciativas de grupos, poderá vir sobretudo em função da perda do general Soleimani.

    Herói nacional, figura extremamente popular entre os iranianos, iraquianos e árabes aliados, Soleinami, que tinha 62 anos, era de fato a segunda figura em importância e poder daquela república persa, atrás apenas da maior autoridade política e religiosa, o aiatolá Khamenei.