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    sexta-feira, 31 de julho de 2020

    Nasa lança nova sonda para Marte em busca de vida passada no planeta

    Da Agência Reuters

    O Perseverance, sonda marciana de última geração da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, foi lançada do Cabo Canaveral, na Flórida, em um foguete Atlas 5, nesta quinta-feira (30), em uma missão de US$ 2,4 bilhões para procurar vestígios de uma possível vida passada no planeta vizinho da Terra.

    A sonda robótica de seis rodas do tamanho de um carro também deve levar um mini-helicóptero para Marte e testar equipamentos para futuras missões com humanos no planeta. A expectativa é que a sonda chegue a Marte em fevereiro.

    A sonda ganhou o céu claro e ensolarado depois de ser lançada na estação da Força Aérea dos EUA em Cabo Canaveral, na Flórida, às 7h50 (horário local, 8h50 em Brasília) com condições climáticas quentes no topo de um foguete Atlas 5 do empreendimento conjunto United Launch Alliance (ULA) da Boeing-Lockheed.

    Esta é a nona missão da Nasa à superfície de Marte.

    "Estou tão aliviado", disse o chefe da divisão científica da Nasa, Thomas Zurbuchen, durante a transmissão ao vivo que a agência espacial fez do lançamento, acrescentando que tudo parece bem.

    "É realmente como a chave de um monte de novas pesquisas que vamos fazer e que está concentrada na pergunta... há vida lá?", afirmou.

    O Perseverance deve pousar na base de uma cratera de 250 metros de profundidade chamada Jezero, que foi um lago 3,5 bilhões de anos atrás e que cientistas suspeitam conter indícios de vida microbiana extinta em Marte. Há tempos eles debatem se o planeta, que já foi muito mais hospitaleiro, já abrigou vida.

    Justiça mantém condenação da Cosern por cobrança indevida a consumidora

    A Segunda Câmara Cível do TJRN manteve uma condenação à Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) determinando a devolução para uma cliente do valor pago por multa indevidamente cobrada e indenização por danos morais. No julgamento em segunda instância, foi mantida a sentença da 17ª Vara Cível de Natal, que impôs o ressarcimento de R$ 2 mil pela multa cobrada e indenização de R$ 2 mil pelos danos morais causados.

    Conforme consta no processo, em junho de 2017 foi realizada uma inspeção na residência da demandante, a qual constatou a ocorrência de um desvio de energia desde junho de 2014 sendo imposta multa no valor de R$ 11.349,62. Todavia, a autora comprou seu imóvel em 2015, de forma que o suposto desvio de energia teria como responsável a antiga proprietária da unidade. Nessa mesma ocasião, a antiga proprietária dirigiu-se à concessionária de energia para reconhecer a dívida e realizou um acordo para seu pagamento sem conhecimento prévio da demandante.

    Posteriormente a Cosern passou a cobrar as parcelas referentes a esse acordo na conta de energia da nova proprietária, que tentou seguidas vezes junto a empresa demandada retirar esse valor da sua fatura mensal. Em seguida houve corte do fornecimento de energia, levando a autora a pagar parcelas de uma dívida pela qual não foi responsável.

    TJRN

    Enfermeira é condenada em 1º grau por improbidade administrativa ao ser remunerada como médica

    O juiz Arthur Bernardo Maia do Nascimento, da comarca de Pendências, condenou em primeira instância uma servidora do Município de Alto do Rodrigues por Ato de Improbidade Administrativa. Motivo: tendo sido contratada para o exercício de cargo efetivo de “técnica de enfermagem”, em dezembro de 2008, durante os meses de outubro e dezembro de 2012, percebeu, além da remuneração equivalente a esse cargo, remuneração equivalente ao exercício do cargo de “médica” (plantões).

    Os valores recebidos foram nos montantes respectivos de R$ 4.590,00 e R$ 4.320,00. Resultado: ela foi condenada a pagar a quantia de R$ 8.910,00, a título de ressarcimento dos danos causados ao erário público, mais multa civil, de caráter pedagógico-punitivo, em favor do Município do Alto do Rodrigues, na quantia equivalente à remuneração percebida pela servidora pelo exercício do cargo de “médica’, nos três meses finais de 2012.

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    Pessoas que não tiveram covid-19 podem ter imunidade ao vírus, sugere estudo; entenda

    O sistema imunológico de algumas pessoas que não foram expostas ao novo coronavírus podem ter familiaridade com o patógeno — fato que possivelmente ajuda a reduzir a severidade da Covid-19 no organismo que contraia a doença, um novo estudo sugere.

    Publicado pela revista Nature na quarta-feira (29), o estudo encontrou, entre 68 amostras de adultos saudáveis na Alemanha que não haviam sido expostos ao coronavírus, que 35% deles possuíam células T no sangue que eram reativas ao vírus.

    As células T, também conhecidas como linfócitos T, são uma parte do sistema imunológico que ajuda o organismo a se defender de infecções. A reatividade delas sugere que o sistema provavelmente teve uma experiência prévia combatendo alguma infecção similar e pode usar a memória para reagir à uma nova ocorrência.

    Então como o sistema imune dos pesquisados possui células T reativas se eles nunca tiveram Covid-19? Eles “provavelmente as adquiriram em infecções prévias de outros tipos endêmicos de coronavírus”, escrevem os pesquisadores, de diversos institutos na Alemanha e no Reino Unido, no novo estudo. Usar a memória dessas células T de outras ocorrências similares para responder a uma nova infecção é um processo chamado “reatividade cruzada”.

    O papel das células T

    A nova pesquisa analisou amostras de sangue de 18 pacientes infectados com a Covid-19, entre as idades de 21 a 81 anos, e doadores saudáveis, todos na Alemanha. O estudo descobriu que células T reativas ao coronavírus foram detectadas em 83% dos pacientes doentes.

    Mesmo que os pesquisadores tenham encontrado células T pré-existentes com reatividade cruzada nos doadores saudáveis, eles também mencionam no estudo que o impacto possível das células na progressão de um adoecimento por Covid-19 ainda é desconhecido.

    “As descobertas da pesquisa instigam o prosseguimento dos estudos”, afirmou o dr. Amesh Adalja, docente no Centro de Segurança na Saúde da Universidade Johns Hopkins, que não está envolvido no novo estudo.

    “Nós sabemos, por exemplo, que crianças e jovens adultos estão relativamente mais protegidos de consequências severas dessa doença, e eu acho que uma hipótese relevante é de que as células T pré-existentes podem ser muito mais numerosas ou mais ativas em pessoas jovens”, diz Adalja.

    “Se pudéssemos comparar versões mais severas e mais leves da doença, observar as células T nesses indivíduos e dizer ‘Pessoas com formas mais graves do coronavírus são menos prováveis de possuir linfócitos T reativos versus pessoas que desenvolvem versões mais leves talvez tenham mais?’, eu acredito que essa é uma hipótese biologicamente plausível”, diz. “É claro também que a presença dessas células não previne pessoas de serem infectadas, mas elas podem modular a severidade da infecção? Esse parece ser o caso.”

    Até então, durante a pandemia do coronavírus, o foco tem sido em anticorpos contra a Covid-19 e o papel que desempenham construindo imunidade contra a doença.

    Mas o dr. William Schaffner, professor de medicina preventiva e doenças infecciosas na Escola de Medicina da Universidade de Vanderbilt em Nashville, que não está envolvido no novo estudo, diz que as células T não podem ser esquecidas.

    “Aqui está uma pesquisa que sugere que pode realmente existir uma reatividade cruzada nos coronavírus que causam resfriados em seres humanos e no vírus da Covid, que está causando tanto estrago. Isso é muito intrigante, pois nós pensávamos que na perspectiva dos anticorpos não havia cruzamentos relevantes”, Schaffner declarou.

    “Não é totalmente surpreendente, porque são todos membros de uma mesma família. É como se fossem primos”, ele disse. “Agora temos que observar se há algum impacto disso na prática… Isso torna mais ou menos provável que a pessoa que é infectada pela Covid realmente desenvolva a doença? E tem algum impacto no desenvolvimento de uma vacina?”

    Encontro com um coronavírus

    Adalja disse também que não estava surpreso por encontrar reatividade cruzada nas células T em participantes do estudo que não foram expostas ao recente coronavírus, nomeado SARS-CoV-2.

    “O SARS-CoV-2 é o sétimo coronavírus que infecta humanos descoberto, e quatro desses são o que chamamos de coronavírus ‘coletivamente adquiridos’. Juntos, eles são responsáveis por 25% dos resfriados comuns”, Adalja informou. “Quase todas as pessoas no mundo tiveram algum encontro com um coronavírus, e sendo eles parte da mesma família, alguma reatividade cruzada é desenvolvida”.

    O novo estudo da Nature não é o único a sugerir um certo nível de imunidade pré-existente entre algumas pessoas ao novo coronavírus.

    Alessandro Sette e Shane Crotty, ambos da Universidade da Califórnia em San Diego, escreveram em um comentário publicado na revista no começo desse mês que “entre 20 e 50% dos participantes do estudo não infectados previamente demonstram significativa reatividade aos antígenos peptídicos da SARS-CoV-2”, baseados em uma outra pesquisa – mas destacam que a fonte e a relevância clínica da reatividade permanecem desconhecidas.

    Sette e Crotty escreveram que “está estabelecido que a imunidade pré-existente ao SARS-CoV-2 existe em algum grau na população. É hipotético, e ainda precisa ser provado, que isso se deve à imunidade a coronavírus mais comuns, que causam resfriados.”

    CNN Brasil