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    sexta-feira, 4 de outubro de 2019

    Eficácia comprovada: app detecta sinais de câncer de olho em crianças

    Diagnosticar crianças costuma ser um desafio e tanto para pais e médicos, afinal muitas delas ainda não falam e nem reclamam como adultos. A tarefa de diagnosticar doenças silenciosas, como o retinoblastoma (tipo mais comum de câncer ocular em crianças de até cinco anos), é ainda pior. 

    Vítima da doença, o filho de um pesquisador da Universidade Baylor, no Texas, perdeu o olho direito em decorrência do câncer ocular, diagnosticado tardiamente. Desde então, o Ph.D e professor de bioquímica Bryan F. Shaw desenvolveu e vem aperfeiçoando um aplicativo para smartphones chamado CRADLE White Eye Detector, junto de Greg Hamerly, também Ph.D e professor de ciência da computação na mesma universidade. Desde 2014, o aplicativo que trabalha analisando fotos amadoras de crianças está disponível para iPhones e, desde 2015, para dispositivos Android. 

    História do App

    Inicialmente, o CRADLE foi desenvolvido para auxiliar os pais no diagnóstico de retinoblastoma de seus filhos, cujo principal sintoma é a leucocoria — um reflexo branco semelhante ao do olho do gato, quando um feixe de luz artificial ou de um flash incide através da pupila.

    O estudo, publicado na revista Science Advances, afirma que o aplicativo é uma ferramenta eficaz no aumento da triagem clínica de leucocoria, permitindo que os pais rastreiem seus filhos de maneira eficiente e com maior frequência durante o desenvolvimento. "Até agora, pais e alguns médicos usaram o aplicativo para detectar também catarata, camada de fibras nervosas de mielina na retina, erro de refração e doença de Coats", afirma o Dr. Bryan.

    Testes comprovam sua eficácia

    Operação Silêncio: Justiça condena 10 pessoas envolvidas em organização criminosa e tráfico de drogas

    O juiz Rainel Batista Pereira Filho, da comarca de São José do Campestre, condenou dez pessoas acusadas de integrarem organização criminosa com atuação na região, além de envolvimento com tráfico ilícito de entorpecentes. A sentença é decorrente da “Operação Silêncio”, deflagrada pela Polícia Civil no dia 27 de junho de 2018 com o objetivo de desarticular uma facção criminosa que atuava na região. Na mesma decisão, o magistrado absolveu outros cinco denunciados. Ao longo de três fases, a operação resultou na prisão de diversos investigados e instauração de três ações penais, sendo esta a que contava com maior número de réus.

    A sentença traz a condenação de Sérgio Herculano de Freitas, Edileide da Silva Lucena, José Maria Isídio Ferreira, Francineide dos Santos, Carlos José de Oliveira e Dayane Clementino Gomes pela prática dos crimes de organização criminosa majorada pelo emprego de arma de fogo e participação de adolescentes (art. 2º, §§2º e 4º, I, da Lei nº 12.850/13) e tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06). Já José Francisco de Lima, Ângela Coutinho de Sousa, Cleiton Marques da Silva e Juliete Ferreira Dantas foram condenados apenas pela prática do crime de organização criminosa.

    Foram absolvidos pela Justiça os acusados Poliana Vicente da Rocha, José Adrielson da Silva, José Adailson Bernardino da Silva, Ycaro Rodrigo Cavalcante da Silva e Carla Esmeraldina Fernandes.

    As condenações são baseadas nas provas colhidas ao longo da investigação policial, por meio de procedimentos de interceptação telefônica e quebra de sigilo da dados. “A prova dos presentes autos é pautada, sobremaneira, em procedimento de interceptação telefônica e quebra de sigilo de dados telefônicos, por meio dos quais foram apreendidos diversos diálogos acerca do ajuste sobre a distribuição e venda de drogas, bem como prestação de contas”, diz trecho da sentença do juiz juiz Rainel Batista Pereira Filho.

    O magistrado observou ainda que a defesa de nenhum dos acusados contestou a autenticidade das mensagens e dos diálogos, sendo plenamente válidos como elementos de provas a embasar um decreto condenatório.


    Confira as penas de cada um dos réus:

    Sérgio Herculano de Freitas: 14 anos, cinco meses e 10 dias de reclusão em regime fechado

    Edileide da Silva Lucena: 14 anos, cinco meses e 10 dias de reclusão em regime fechado

    José Maria Isídio Ferreira: 16 anos, 10 meses e 26 dias de reclusão em regime fechado

    Francineide dos Santos: 14 anos, cinco meses e 10 dias de reclusão em regime fechado

    Carlos José de Oliveira: 14 anos, cinco meses e 10 dias de reclusão em regime fechado

    Dayane Clementino Gomes: 16 anos, nove meses e 6 dias de reclusão em regime fechado

    José Francisco de Lima: 7 anos, nove meses e 10 dias de reclusão em regime semiaberto

    Ângela Coutinho de Sousa: 7 anos, nove meses e 10 dias em regime semiaberto

    Cleiton Marques da Silva: 5 anos de reclusão em regime aberto

    Juliete Ferreira Dantas: 7 anos, nove meses e 10 dias em regime semiaberto

    (Processo nº 0100512-58.2018.8.20.0153)