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    domingo, 21 de julho de 2019

    Google escuta conversas privadas de usuários em espanhol e português

    Uma mulher trabalha remotamente para sua empresa.
    © CLAUDIO ÁLVAREZ Uma mulher trabalha remotamente para sua empresa.
    Em princípio, a escuta de áudios é feita para melhorar o funcionamento do Google Assistente. Ou seja, para que o assistente seja capaz de entender melhor o que os usuários falam. Este trabalho levanta algumas dúvidas principalmente pelo vazamento que pode ocorrer de dados sensíveis. Em especial quando se conhecem as condições de trabalho dos encarregados das transcrições, pelo menos de uma boa parte deles: são cerca de 5.000 gravações ouvidas por semana por revisor, não são funcionários do Google, mas de uma terceirizada, têm um contrato por trabalho e serviço ou até mesmo como freelance e, no caso da Espanha, dificilmente ganham o salário mínimo.

    Segundo os trabalhadores consultados, os projetos para rever o que o software entende ou para transcrever o áudio do usuário desde o início (ao falar com o Google Assistente) vão mudando: há aqueles de meras buscas no Google, do Google Maps, de mensagens e até pedidos ao Google Home. Esses especialistas em idiomas são funcionários de uma empresa de tecnologia subcontratada pelo Google, com a qual têm de assinar um contrato de confidencialidade. Entre eles há os que ainda trabalham neste tipo de escuta (até a semana passada, quando surgiu o escândalo e todos os projetos foram suspensos) e antigos transcritores que se dedicaram a esse trabalho por anos.

    Juristas consultados por EL PAÍS explicam que, em princípio, essa prática é legal, já que o Google a declara em seus termos e condições. Apesar disso, o procedimento desperta algumas dúvidas. "Na ausência de uma investigação oficial, o que parece existir é um problema de transparência, no sentido de que o usuário não está ciente do que está sendo feito ou do que poderia ser feito a partir de suas interações com o assistente virtual", diz Moisés Barrio, advogado membro do Conselho de Estado e especialista em direito digital.

    Entre os transcritores consultados, todos dizem que a maioria das gravações se inicia pelo comando "Ok Google". "Nos casos em que o microfone pula de forma errada, não podíamos transcrever o que se diz. Às vezes, se escuta: 'Google, isso não é para você'. Mas em outras não se dão conta e continuam a conversa, que se ouve no áudio, embora não a escrevamos. Nós também não podíamos escrever quando se mencionam documentos pessoais [de identidade, bancários ...]. O que tínhamos de transcrever eram os números do celular e endereços", explicam vários ex-funcionários da empresa que preferem permanecer anônimos.

    O Google argumenta que "os fragmentos de áudio não estão associados a contas de usuários como parte do processo de revisão", segundo afirmou em um comunicado oficial após o vazamento de áudios na Bélgica. E isso é confirmado pelos transcritores. "O sistema só mostra o áudio, sua duração e uma seção onde você pode escrever ou revisar o que já foi escrito. Não temos acesso a nenhum dado pessoal além do que é ouvido", dizem os especialistas em idiomas. No entanto, isso não significa que a empresa não possa relacionar os dados a usuários específicos. Porta-vozes do Google na Espanha não quiseram dar declarações a EL PAÍS sobre essas práticas e apenas se remetem à nota oficial.
    Mensagens íntimas

    Caminhoneiro implora de joelhos ao ver caminhão pegando fogo e chuva inesperada chega

    Em um vídeo que circula nas redes sociais, o caminhoneiro identificado como Luciano Damásio, consegue receber chuva ao suplicar várias vezes por seu caminhão pegando fogo do nada, entenda.

    “Ele não vai me desamparar nesse momento de angústia, vendo a minha ferramenta de trabalho queimar do nada… Só peço meu Deus que mande água, que mande água senhor, que apague esse fogo!“, suplica Luciano.

    Alguns minutos depois, como podemos perceber no vídeo, em pleno céu claro e com sol, a chuva começa a cair e apagar o fogo que estava se alastrando pelo caminhão.

    Em prantos, Luciano faz um desabafo “Nós temos que ser humildes, sabe porque? Não parou nenhum caminhoneiro aqui, eles passam direto. Não perguntam se você esta precisando de um extintor, de um facão, de um machado… Não pergunta nada. É falta de união do caminhoneiro com um motorista, um pai de família desesperado como eu que estou aqui agora vendo queimar minha ferramenta de trabalho, do sustento da minha família.” completa.

    Veja o vídeo abaixo e deixe o seu comentário sobre este fato:

    Apenas 67 municípios aderiram a sistema contra desigualdade racial; no RN só uma cidade



    Foto: Tânia Rêgo

    Criado para organizar e articular políticas e serviços do poder público federal para vencer as desigualdades raciais no Brasil, o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) conta com a adesão de apenas 67 municípios e 18 estados, além do Distrito Federal, de acordo com balanço do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.


    Por meio da adesão ao Sinapir, os entes federados têm a preferência no repasse de recursos financeiros federais, o que é feito por meio de edital. O objetivo é criar ou fortalecer órgãos e conselhos de promoção da igualdade racial e garantir à população negra a equivalência de oportunidades, a defesa de direitos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância.


    O Sinapir é uma das medidas previstas no Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010), que hoje (20) completa nove anos. A adesão ao sistema é voluntária. A partir do momento em que o ente federado adere ao Sinapir, ele tem cinco anos para criar um plano municipal ou estadual de promoção da igualdade racial e destacar um orçamento para executá-lo.

    Além do volume baixo de adesões em relação aos 5.570 municípios e 26 estados, o programa enfrenta outro desafio. A maioria dos governos locais que integram o Sinapir ainda não adotaram um plano municipal ou estadual de promoção da igualdade racial nem destinaram verbas no orçamento para a área. Entre as modalidades de gestão, eles estão classificados na categoria básica.

    Apenas o Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba e nove municípios têm gestão intermediária, com plano elaborado e dotação no Orçamento. A Bahia e seis municípios têm gestão plena. Além de plano, têm recursos e maior liberdade para usá-los.

    No âmbito do estado do RN só o município de São Tomé, na região Agreste, oficializou sua adesão – veja AQUI.

    Com informações da Agência Brasil

    Aposta única de São Paulo acerta as seis dezenas da mega-sena e fatura R$ 21,9 milhões

    Uma aposta de São Paulo (SP) levou, sozinha, o prêmio de R$ 21,9 milhões no concurso nº 2.171 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (20) na capital paulista.

    Veja as dezenas sorteadas: 12 - 13 - 19 - 36 - 44 - 55.

    A quina teve 118 acertadores; cada um receberá R$ 23.023,47.
    Já a quadra teve 7.127 apostas ganhadoras; cada um levará R$ 544,56. (Portal G1)

    Quase 2 mil caminhoneiros se mobilizam em grupos de WhatsApp por paralisação

    Quase 2 mil caminhoneiros estão em, no mínimo, 15 novos grupos do WhatsApp recém-criados para discutir uma possível paralisação da categoria na segunda (22).

    Eles estão contrariados com a resolução da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) que estipulou a nova tabela de preços mínimos do frete rodoviário, divulgada na quinta (18), com valores abaixo dos esperados. A realização da paralisação não é consenso entre os participantes. Parte dos grupos é refratária à ideia por conta da dificuldade financeira que teriam com os dias sem trabalhar.

    Os administradores dos novos grupos negam ser articuladores do movimento, ao mesmo tempo em que algumas lideranças que tomaram a dianteira durante a paralisação de 2018 não estão em nenhum deles. O nome dos grupos segue sempre o mesmo formato, com o título formado por paralisação, a data de 22/07 e a abreviação do nome de um estado.

    Apesar serem vinculados a um estado, a maior parte deles é formada por pessoas de regiões diferentes da indicada. Eles trazem em suas descrições o mesmo texto: “Publicações fora do contexto das pautas dos caminhoneiros não serão aceitas. FOCO NA MISSÃO!” Nesses grupos, há desde convocações para greve, com críticas ao presidente Jair Bolsonaro, por vezes chamado de traidor, até alguns vídeos cômicos e imagens eróticas. Os caminhoneiros emitem suas opiniões também em áudio ou vídeos nos quais discursam enquanto são filmados pela câmera frontal de seu telefone.

    Foram disparados avisos sobre o risco de uma ação de contra-inteligência estar sendo realizada dentro dos grupos, com membros do governo se passando por caminhoneiros. Parte dos trabalhadores se diz intervencionista, defendendo um regime militar. A rotatividade dos grupos é alta. São muitos os avisos de pessoas que entraram usando um link compartilhado por outra pessoa no WhatsApp e outros de pessoas que decidiram sair. Também circulam ali convites para entrar em grupos do gênero, de estados diferentes. A reportagem localizou queixas de caminhoneiros em relação à falta de liderança dos grupos, o que dificultaria a paralisação de segunda. Há administradores em comum entre eles. Porém, quando contatados, eles disseram não ser líderes e se negaram a dizer se havia uma liderança que articulasse a criação dos grupos.

    A reportagem foi expulsa de dois deles por um desses administradores após procurá-lo em particular pelo WhatsApp para pedir informações. Outra administradora que trocou mensagens com a reportagem disse que não poderia dizer nada, pois não falava em nome dos caminhoneiros.