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    quarta-feira, 10 de abril de 2019

    Mesmo após apreensão de adolescente suspeito de matar dois PMs, Movimento dos Policiais Antifascismo ainda cobra elucidação

    Um adolescente de 16 anos, apreendido na semana passada por policiais militares da Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas (ROCAM) e do 11º BPM, confessou ter participado dos assassinatos de dois policiais militares – crimes ocorridos no ano passado em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Contudo, o Movimento dos Policiais Antifascismo ainda cobra esclarecimentos. 

    As vítimas foram o sargento reformado Helton Cabral da Silva, de 42 anos, morto a tiros no dia 8 de abril, e o soldado João Maria Figueiredo da Silva, de 36 anos. Este último, morto no dia 21 de dezembro, fazia parte da equipe de segurança da recém-eleita governadora Fátima Bezerra (PT). Na época, ela cobrou uma "investigação séria e profunda". 
    Segundo a Polícia Civil, os casos estão sendo investigados por delegados da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que já estão com o depoimento do garoto. A apreensão do adolescente, no entanto, não significa que os crimes estão desvendados, até porque as investigações ainda apuram o envolvimento de outras pessoas nos dois assassinatos. 

    Motivação

    Em nota enviada à imprensa nesta quarta-feira (10), o Movimento de Policiais Antifascismo agradeceu o trabalho realizado pela PM em colaboração com as investigações que apuram os homicídios do soldado Figueiredo – que era integrante do Movimento – e do sargento reformado Helton Cabral, mas também cobrou esclarecimentos quanto à motivação dos assassinatos. 

    “Ressaltamos que o trabalho realizado e o resultado por hora obtido estão em estreita comunhão com o que defendemos enquanto Movimento de Policiais Antifascismo, além de confirmar alguns nomes de suspeitos que ajudamos a levantar junto à Delegacia de Homicídios, poucos dias após a ocorrência”, destacou o cabo do Corpo de Bombeiros Militar Dalchem Viana, que faz parte do Movimento.

    “A possibilidade de o crime não ter motivações políticas pode oferecer um conforto para a sociedade e ao Movimento. Embora vivamos tempos difíceis e a morte do colega Figueiredo tenha sido uma barbárie, alguns limites civilizacionais podem não ter sido transpostos, caso não seja realmente um crime de viés político. Não foi afirmado expressamente pelo movimento qual seria a motivação real do crime, mas sim, levantadas todas as hipóteses. O que deveria assombrar ou causar vergonha não seria uma descoberta da real motivação do crime (crime comum x crime político), mas a possibilidade, por si só, de este último ter acontecido, pois, João Maria Figueiredo, era ameaçado por alguns colegas de farda. Isso sim é motivo de constrangimento: operadores da segurança pública ameaçando até colegas, apenas e tão somente, por conta de suas opiniões políticas”, acrescentou Dalchem. 

    O Movimento encerrou a nota agradecendo mais uma vez a atuação de todos os envolvidos, destacando “a solidariedade de pessoas de dentro e fora do estado, e até de outros países”, e das instituições que lidaram diretamente com o caso, como os investigadores da DHPP e PMs. 

    “E reforçamos a nossa atuação e nossos ideais em busca de uma polícia que respeite mais os seus próprios quadros (especialmente a base, que é, inclusive, a que tomba), que seja mais eficiente e que se veja parte da sociedade. Ao Companheiro Figueiredo, onde quer que esteja, esperamos que tenha encontrado algum conforto. Você estará sempre em nossos pensamentos e ideais e não sossegaremos até que todo caso seja esclarecido e todos os envolvidos punidos”, concluiu.

    Em 100 dias, Bolsonaro cumpre mais promessas que Dilma e Temer no mesmo período

    Resultado de imagem para Em 100 dias, Bolsonaro cumpre mais promessas que Dilma e Temer no mesmo períodoOs cem primeiros dias do governo Jair Bolsonaro registraram avanços na economia e na infraestrutura, impasses na articulação política e problemas sérios na Educação e nas Relações Exteriores.

    No campo político, os solavancos foram proporcionais à inabilidade do presidente. Na área econômica, o governo tenta resolver o drama fiscal, a partir da proposta robusta de reforma da Previdência, e recolocar o país no caminho do crescimento.

    O governo chega à marca simbólica sem ter uma base formal de apoio no Congresso, ainda em busca de um novo tipo de relacionamento com o Legislativo.

    Se por um lado ainda não conseguiu articular uma estratégia clara para aprovar a reforma da Previdência, por outro também não sofreu nenhuma derrota grave; as “pautas-bomba” que ameaçaram gestões anteriores estão fora do radar até agora.

    Depois de quase três meses de rejeição aos partidos políticos e às negociações tradicionais, de indicação de aliados para postos na administração e liberação de verbas, o presidente Jair Bolsonaro deu sinal de uma inflexão na sua estratégia.

    Na semana passada, reconheceu que a articulação política não está funcionando a contento e abriu as portas de seu gabinete pela primeira vez aos partidos. Apesar das fotos, há ceticismo no Congresso.

    Um dos principais focos de atrito é a uma parcela estridente de apoiadores de Bolsonaro, insuflada por seus filhos, que ataca tudo e todos que percebam como não-alinhados a Bolsonaro.

    Essa postura de gerar polêmicas de modo contínuo é apontada como empecilho para uma aproximação verdadeira. A estratégia por trás desses ataques constantes é buscar a construção de vitórias no Congresso por pressão da sociedade, tentando formar maioria de fora para dentro.

    O vereador do Rio Carlos Bolsonaro, o filho 02, como diz o presidente, é o que tem a atuação mais destacada neste campo. Sua intervenção foi fundamental para a primeira mudança no ministério. Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) entrou no foco após denúncias sobre candidaturas laranjas no PSL, mas só deixou o cargo por ter entrado na mira de Carlos.

    A outra queda de ministro nesses cem dias foi a de Vélez Rodríguez (Educação), que deixou a função por falta de competência gerencial.

    O presidente, por sua vez, manteve até agora Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), citado no mesmo caso que Bebianno. Na tentativa de arbitrar disputas no governo, Bolsonaro já desautorizou ministros, como Sergio Moro (Justiça), forçado a recuar de uma nomeação.

    A maior vitória na política até o momento foi a eleição de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado, derrotando Renan Calheiros (MDB-AL).

    PROMESSAS

    Em 100 dias, o governo de Jair Bolsonaro cumpriu 1/5 das promessas feitas durante a campanha eleitoral. Dos 58 compromissos firmados no período e que podem claramente ser mensurados, 12 foram cumpridos em sua totalidade, de acordo com levantamento feito pelo G1. Outros quatro foram parcialmente atendidos, e 40 ainda não foram cumpridos. Dois compromissos não têm como ser avaliados no momento.

    Na comparação com os ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer em 100 dias de governo, Bolsonaro cumpriu 12 das 58 promessas, Dilma, 5 das 55, e Temer, 3 das 20.

    Do G1/DF e GLOBO

    Ministro da Economia promete reduzir pela metade o preço do gás de cozinha

    A participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, na XXII Marcha a Brasília e Defesa dos Municípios agradou aos prefeitos e à sociedade. No encontro, ele afirmou que o preço do botijão de gás vai cair pela metade em dois anos. Anunciou que, ainda este ano, será criado o Imposto Único Federal, que reunirá contribuições atuais que são destinadas aos cofres da União. Segundo ele, o objetivo é levar esses recursos “para baixo”, a todos os entes da federação. O ministro foi aplaudido de pé pelos Executivos municipais.

    No caso do botijão, o barateamento ocorrerá dentro do plano do governo de “choque de energia barata”. O discurso ocorreu quando Guedes citava que era preciso derrubar o monopólio em todos os setores da economia, inclusive de refino de petróleo. Ele criticou o fato de a Petrobras ser a única que controla o produto no Brasil e, mesmo assim, “quebrou” nos últimos anos. “Daqui a dois anos, o botijão de gás vai chegar pela metade do preço à casa do trabalhador brasileiro”, prometeu.

    Guedes lembrou que o BTU — unidade de gás — custa US$ 12 dólares no Brasil, valor superior ao de outros países. “Nos Estados Unidos, custa US$ 3”, comentou. “Por que no Brasil é mais caro? Porque tem monopólio. Vamos quebrar esses monopólios e vamos baixar o preço do gás e petróleo com a competição, fora a redução da roubalheira”, destacou.

    O lema “Mais Brasil, menos Brasília” foi citado diversas vezes em seu discurso aos prefeitos. Ele destacou que a agenda começará ainda neste ano, com uma redução, simplificação e eliminação de impostos. “O Brasil tem mais de 50 impostos diferentes. Nós vamos reduzir isso”, afirmou. “A reforma tributária vai pegar, este ano ainda, três, quatro, cinco impostos e fundir num só. Vai se chamar Imposto Único Federal. E a boa notícia é que todas aquelas contribuições que não eram compartilhadas (com estados e municípios), e foram criadas para salvar a União, na hora que iniciarmos esse imposto, serão divididas”, disse.

    Correio Braziliense

    Sindicato dos Policiais Federais do RN volta a debater reforma da previdência e recebe apoio de Beto Rosado

    O Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do Rio Grande do Norte (Sinpef-RN) voltou a debater a reforma da previdência. No início desta semana, foi a vez do deputado Federal Beto Rosado (PP) ouvir os pontos que mais preocupam a categoria. O parlamentar reafirmou estar compromisso com os policiais. 

    Representantes da União dos Policiais do Brasil (UPB) também participaram da reunião – a quarta envolvendo membros da Bancada Federal potiguar. No mês passado, encontros foram realizados com os deputados federais Rafael Motta (PSB), Walter Alves (MDB) e Benes Leocádio (PRB). Todos também se comprometerem em apoiar os policias. 

    “O deputado federal Beto Rosado é componente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal. Portanto, é fundamental que ele ouça o nosso pleito, que é de ter uma reforma justa com os trabalhadores, em especial para com todos os policiais”, ressaltou José Antônio Aquino, presidente do Sinpef-RN.

    Aquino listou algumas preocupações da categoria que foram apresentadas ao deputado, como a definição da capitalização individual por contribuinte, além de outros pontos específicos, como casos de policiais que não estão sendo contemplados com horas extras, adicional noturno ou insalubridade, mas que estão expostos permanentemente a riscos cotidianos.