• Últimas Notícias

    quarta-feira, 6 de março de 2019

    Dois meses após assassinato de PM, policiais antifascistas cobram justiça: “ódio não tem cor nem classe social, mas sabemos que ele também é alimentado pela impunidade”

    Passados pouco mais de 2 meses do assassinato do policial militar João Maria Figueiredo, e ainda enlutados pela falta da presença do companheiro, o movimento ‘Policiais Antifascismo do Rio Grande do Norte’ continua cobrando justiça. Nesta quarta-feira, dia 6, o soldado completaria 37 anos se vivo estivesse.

    “Durante esses mais de dois meses, acompanhamos de perto as investigações e colaboramos no que foi possível. Também ajudamos na coleta de provas e apontamos linhas de investigação à equipe da Delegacia de Homicídios e de Proteção a Pessoa (DHPP), e ainda entregamos alguns relatórios, fruto de trabalho conjunto de policiais que compõem o movimento”, disse o policial civil Pedro Paulo, que compõe o grupo. 

    “O fato é que, com uma forte linha de investigação consolidada, até o momento não temos nenhum mandado de prisão ou de busca e apreensão pedido ou expedido. Isso, além de nos inquietar, traz à tona a mesmo situação de inúmeros homicídios de operadores de segurança pública que ainda carecem de esclarecimento”, acrescentou o agente. 

    Ainda de acordo com o policial civil, “é amarga a sensação de provar da ineficiência do modelo policial adotado no Brasil, que submete toda estrutura policial a uma engessada burocracia sem fim, que também paralisa o próprio responsável pelo inquérito policial. A falta de resolução tempestiva afasta a boa qualidade das provas e aponta para a impunidade e para a barbárie”, afirma. 

    O delegado Fernando Alves segue com a cobrança: “Já enfrentamos o desdém de colegas pelo caso, que cruelmente tentaram matar a reputação de Figueiredo numa demonstração de ódio do tamanho daqueles que desferiram três tiros no rosto do nosso companheiro. Não se pode classificar ódios, ódio é ódio, não há diferença entre o opressor da periferia e o opressor fardado, são sem camisas matando descamisados numa guerra de ódio sem fim”.

    Outro participante do movimento, o bombeiro militar Dalchem Viana, disse que não haverá trégua. “Não sossegaremos enquanto a morte de João Maria Figueiredo não for totalmente esclarecida. Para tanto, nos colocamos à disposição para isso, não somente para o caso em tela, mas de todos os policiais executados no RN. É chegada a hora de tratar o problema com a gravidade e importância que ele exige do Estado, que de maneira alguma pode esquecer a morte de um operador de segurança pública, sob pena de também morrer com cada um que tomba por conta desse ódio sem fim, seja lá de qual lugar ele venha”.

    “João Maria Figueiredo era um entusiasta, pois acreditava numa segurança pública que defendesse antes de tudo a justiça, mas sobretudo a justiça social”, concluiu o bombeiro.

    Para saber mais sobre o movimento Policias Antifascismo do RN, acesse: https://m.facebook.com/policiaisantifascismorn/

    STF decidirá se Justiça Eleitoral pode julgar crimes da Operação Lava Jato

    Por Agência Brasil

    O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir, no dia 13 de março, sobre a competência da Justiça Eleitoral para conduzir inquéritos contra investigados na Operação Lava Jato. Na ocasião, a Corte vai definir se a competência para julgar crimes comuns conexos a crimes eleitorais é da Justiça Eleitoral ou Federal.

    De acordo com procuradores da força-tarefa do Ministério Púbico Federal (MPF), o julgamento poderá ter efeito nas investigações e nos processos que estão em andamento nos desdobramentos da operação, que ocorrem em São Paulo e no Rio de Janeiro, além do Paraná. A punição prevista para crimes eleitorais é mais branda em relação aos crimes comuns.

    Para a Lava Jato, um eventual resultado negativo para o MPF poderá "acabar com as investigações”. Segundo o procurador Deltan Dallagnol, o julgamento afetará o futuro dos processos da operação.

    O plenário da Corte vai se manifestar sobre a questão diante do impasse que o assunto tem provocado nas duas turmas do tribunal.

    Procurado por homicídio vai para o carnaval de Salvador vestido de mulher e é preso após ser flagrado por câmera

    Um jovem de 19 anos, procurado por homicídio, foi preso nesta terça-feira (5) enquanto curtir o carnaval de Salvador vestido de mulher, no circuito Dodô (Barra-Ondina). As informações são da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

    De acordo com a SSP-BA, Marcos Vinicius de Jesus Neri, estava com a fantasia do bloco As Muquiranas, quando foi flagrado por uma das câmeras de reconhecimento facial instaladas no circuito da Barra. O bloco de travestidos leva uma multidão de homens vestidos de mulher para avenida e nesta terça, o trio foi comandado por Léo Santana.

    A secretaria detalhou que a imagem do jovem foi registrada quando ele passava por um dos portais de segurança instalados na Barra e, em seguida, ele foi abordado por policiais militares.

    A SSP-BA não detalhou quando e como Marcos Vinicius cometeu o crime, disse apenas, que ele estava com mandado de prisão em aberto desde julho de 2018.

    Ainda conforme a secretaria, Marcos é da cidade de Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador, e foi o primeiro a ser capturado com o auxílio da tecnologia de reconhecimento facial implantada pela SSP.

    G1