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    sábado, 6 de outubro de 2018

    Professor universitário é preso após atropelar pessoas que vendiam camisas de Bolsonaro

    Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ele lecionava na Bahia e foi encaminhado para a delegacia
    Um novo ato de intolerância teve lugar em Salvador nesta sexta-feira (5). Um professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) foi preso após atropelar pessoas que vendiam camisas do candidato à presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro. 

    O crime, segundo informações do repórter Marcelo Castro, da TV Record, aconteceu na orla de Stella Maris. Uma guarnição da 15ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foi a responsável por realizar a prisão do professor, que em seguida foi encaminhado para uma delegacia. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das pessoas que foram atropeladas.

    Nelson se formou em Ciência Política pela Universidade de Brasília e tem mestrado em Sociologia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutorado em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

    TSE fracassa no combate a fake news no primeiro turno

    O conselho consultivo sobre internet e eleições criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não apresentou resultados efetivos no combate à proliferação de notícias falsas até o fim do primeiro turno da campanha.

    Formado por integrantes da Justiça Eleitoral, do governo federal, do Exército e da sociedade civil, o conselho se reuniu sete vezes para, basicamente, discutir o que é fake news e quais medidas poderiam ser tomadas para evitar sua disseminação. As fake news proliferaram durante a campanha, muitas delas distribuídas pelos canais de comunicação instantânea.

    Pesquisa do Datafolha divulgada nesta semana mostra que a maioria dos brasileiros tem conta em algum desses serviços, para conversa com familiares e amigos, sendo um fator importante para a decisão do voto.

    O grupo do TSE foi criado em dezembro de 2017, no fim do período de ministro Gilmar Mendes na presidência. O órgão tornou-se uma bandeira da gestão do ministro Luiz Fux, sucessor de Mendes. Ele permaneceu à frente do tribunal de fevereiro a agosto de 2018, quando Rosa Weber assumiu o cargo.

    Não saiu do papel, por exemplo, a promessa de regulamentação de resoluções do TSE para que o tribunal pudesse gerenciar o cenário de fake news.

    A resolução poderia criar normas de organização e procedimento, como solicitar ao Facebook examinar se determinado conteúdo está sendo explorado por perfis falsos, proibir sites que usam mineração de dados de fazer propaganda eleitoral ou determinar regras sobre como deve ser a propaganda na internet.

    Por não ter sido normatizada, a fake news é tratada como propaganda irregular pelo TSE – até agora o conselho consultivo não foi acionado pelos ministros.

    Na última quarta-feira, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, acusou a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) de distribuir nas redes sociais informações falsas e vulgares contra sua família para prejudicá-lo na corrida presidencial.

    Branco

    Outra fake news distribuída pelos aplicativos diz que votar apenas para presidente da República e escolher a opção branco para os demais cargos em disputa nesta eleição faz com que o voto do eleitor seja classificado como “parcial” e, por essa razão, seja anulado.

    Segundo o Datafolha, a taxa dos que pretendem votar em Bolsonaro para presidente e que compartilham conteúdo político pela mais rápida das redes, o WhatsApp, é o dobro da verificada entre os eleitores de Haddad (40% contra 22%, respectivamente).

    O PT de Haddad, no entanto, está entre os quatro partidos que não assinaram com o TSE um termo de compromisso de combate a notícias falsas. O documento foi firmado em junho. 

    O TEMPO*

    Eleições 2018: Saiba o que pode e o que é proibido durante a votação

    É permitido votar com adesivo do candidato? E distribuir santinhos perto da sessão eleitoral, é crime? Levar o celular para dentro da cabine eleitora, então, pode?

    Uma série de normas regulam as práticas permitidas durante o dia de votação. Várias delas são diferentes das apresentadas durante a campanha. As manifestações de apoio, por exemplo, estão liberadas, mas são mais restritas. A boca de urna, com propagandas e distribuição de material de campanha, no entanto, é proibida.

    O QUE PODE NO DIA DA ELEIÇÃO

    Demonstrar a preferência pessoal por meio de bandeiras, broches e vestimentas, de forma individual e sem pedir votos, é permitido. A propaganda na internet pode ser veiculada em blogs, páginas de apoio em redes sociais ou portais do próprio candidato.

    O QUE NÃO PODE

    Entre os dias 30 de setembro e 7 de outubro, os eleitores não podem ser presos, a não ser em flagrante ou se condenados por crime inafiançável. No caso de mesários, o período de impossibilidade de prisão é maior, mas com as mesmas ressalvas. Eles não podem ser detidos a partir de 15 dias antes das eleições, assim como os candidatos.

    PROPAGANDA ELEITORAL

    A propaganda eleitoral no dia da eleição feita por meio de alto-falante e de amplificadores de som, a promoção de comícios ou carreatas e a distribuição de material de campanha são práticas proibidas pela Lei Eleitoral. As ações constituem crime punível com pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa.

    PROIBIÇÃO NA HORA DO VOTO

    Será proibido entrar na cabine eleitoral com celular, máquinas fotográficas, filmadoras ou equipamento de radiocomunicação. A medida foi tomada para impedir que o sigilo do voto seja comprometido. Então, enquanto os eleitores votam, os aparelhos ficarão com o mesário.(EXTRA)