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    domingo, 26 de agosto de 2018

    ‘Imploro o perdão do Senhor por estes pecados’, diz papa sobre abusos na Igreja

    No segundo dia de sua visita à Irlanda, o papa Francisco pediu perdão neste domingo pelos diversos casos abusos sexuais cometidos por padres católicos no país. “Imploro o perdão do Senhor por estes pecados, pelo escândalo e pela traição sentida por muitas pessoas na família de Deus”, declarou durante uma visita ao Santuário de Knock, a 180 quilômetros de Dublin.

    A Irlanda tem um dos piores históricos de abusos cometidos por sacerdotes no mundo. Desde 2002, mais de 14.500 pessoas se declararam vítimas de abusos sexuais cometidos por padres no país em investigações conduzidas pelo governo. A Igreja também enfrenta acusações de abuso sexual e acobertamento nos Estados Unidos, Chile, Austrália e França.

    A magnitude desses escândalos explica em parte a perda de influência da Igreja sobre a sociedade irlandesa, historicamente muito católica. Nos três últimos anos, os eleitores irlandeses aprovaram o aborto e o casamento homossexual em referendos.

    “Nenhum de nós pode evitar sentir-se comovido com as histórias de crianças que sofreram abusos, que tiveram sua inocência roubada e que foram abandonadas a dolorosas lembranças. Isso nos desafia a ser firmes e determinados na busca da verdade e da justiça”, disse o pontífice.

    Na primeira visita papal à Irlanda em quase quarenta anos, Francisco teve um encontro privado com oito das vítimas de abuso e afirmou que iria buscar um compromisso maior para eliminar este “flagelo”. No sábado, o papa lamentou o “fracasso” da Igreja em combater esses casos.

    Veja

    NASA capta imagem de asteroide que pode revelar a origem do Sistema Solar

    NASA completou o passo inicial de uma missão histórica: depois de dois anos viajando pelo espaço, a sonda Origins, Spectral, Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer (OSIRIS-REx) captou as primeiras imagens do asteroide Bennu.

    O objeto foi escolhido entre 500 mil outros por ser um dos asteroides mais antigos já descobertos pela agência espacial norte-americana, tornando as análises dele valiosas para a compreensão de como surgiu e se desenvolveu nosso Sistema Solar. Segundo os astrônomos da missão, há uma chance em 2,7 mil de Bennu colidir com a Terra em 2135.

    As primeiras imagens do asteroide foram coletadas pela OSIRIS-REx no dia 17 de agosto deste ano a uma distância de 2,2 milhões de quilômetros de distância. Durante sua missão, a sonda irá analisar a superfície e coletar amostras de Bennu e trazê-las para a NASA. 

    "Agora que a OSIRIS-REx está perto o suficiente para observar Bennu, a equipe da missão passará os próximos meses aprendendo o máximo possível sobre o tamanho, a forma, as características da superfície e os entornos de Bennu antes que a sonda chegue de fato no asteroide", afirmou Dante Lauretta, principal pesquisador da OSIRIS-REx, em anúncio. "Após passar tanto tempo planejando esse momento, mal posso esperar para descobrir o que Bennu revelará para nós."

    Quando chegar no asteroide, a sonda passará um mês voando pelos polos norte e sul e equador de Bennu, a distâncias que variam de sete a 19 quilômetros. A partir disso, será possível ter imagens mais nítidas da superfície do objeto, permitindo que a missão descubra a massa e detalhes sobre a atmosfera dele.

    Estima-se que as primeiras amostras sejam coletadas em julho de 2020 e que a OSIRIS-REx chegue na Terra por volta de setembro de 2023.

    Galileu

    Google exclui 39 canais do YouTube usados para espalhar ‘fake news’

    Resultado de imagem para O Google também começou a eliminar grupos que usavam suas plataformas para disseminar conteúdo falso.O Google também começou a eliminar grupos que usavam suas plataformas para disseminar conteúdo falso. A empresa removeu 39 canais do YouTube ligados à emissora estatal iraniana que atuariam em conjunto para influenciar a política de países pelo mundo.

    Além dos canais no YouTube, o Google também encontrou blogs hospedados no Blogger e contas no Google+ vinculadas à TV iraniana. Esses grupos usariam as plataformas do Google para espalhar notícias falsas e, assim, influenciar o debate e o cenário político nos EUA, Reino Unido, Oriente Médio e em países da América Latina.

    Os grupos atuavam pelo menos desde o começo de 2017 e foram detectados pela empresa de segurança digital FireEye, que também colaborou com o Facebook recentemente. Além de remover os perfis, o Google disse ter alertado autoridades dos EUA sobre o caso para auxiliar em investigações futuras.

    Olhar Digital