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    quarta-feira, 20 de junho de 2018

    Cadete é expulso de academia militar por usar camiseta de Che Guevara

    Rapone compartilhou fotos de sua formatura com uma camiseta de Che Guevara por baixo do uniforme (Foto: Reprodução Twitter)
    Um cadete da Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point (NY), que usou uma camiseta com a famosa estampa de Che Guevara em sua cerimônia de formatura, foi expulso das forças armadas americanas.

    Spenser Rapone, 26, foi dispensado por "conduta imprópria". Depois de se formar, ele serviria como segundo-tenente na infantaria do Exército.

    Ele, provavelmente, não poderá se alistar nunca mais nem receber benefícios reservados para veteranos.

    Investigação

    Os militares começaram uma investigação contra Rapone em outubro do ano passado, depois de ele postar fotos pró-comunismo nas redes sociais, mostrando que usou uma camiseta do guerrilheiro argentino por baixo do uniforme. Outra imagem mostrava a inscrição "o comunismo vai vencer" escrita na parte interna de seu quepe.

    As fotos viralizaram e Rapone foi apelidado de "cadete comunista", o que gerou indignação entre os militares e motivou a investigação.

    O Exército encontrou dezenas de frases e memes comunistas na página do Twitter do jovem cadete. Ele também fazia diversos comentários desrespeitosos em relação à colegas oficiais.

    Na terça, o Exército anunciou que o processo tinha sido concluído.

    "Devido a restrições de privacidade, podemos passar informações muito limitadas", disse a tenente-coronel Nina Hill, porta-voz da instituição.

    Em entrevistas à imprensa americana, Rapone disse que se considera um socialista revolucionário.

    Ele foi convidado para participar da conferência Socialismo 2018 em Chicago, nos EUA, em julho.

    Por BBC

    Isonomia: OAB debate projeto que autoriza porte de arma para advogados

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    A permissão para que advogados tenham porte de arma de fogo é um tema que será discutido nesta quarta-feira na seccional do Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). O debate é organizado pela Comissão de Enfrentamento à Violência contra Advogados. A autorização para esses profissionais andarem armados está prevista no projeto de lei número 704, que tramita na Câmara dos Deputados há três anos, mas que está parado desde outubro de 2017.

    O debate na sede da OAB começará às 17h. Segundo o presidente da comissão, o advogado Alexandre Ayres, o objetivo é discutir os pontos positivos e negativos do projeto e informar o resultado desse encontro à presidência da entidade.

    — A OAB-RJ não tem uma posição sobre o tema. O conselho federal da entidade é que está acompanhando isso de perto. Vamos comunicar o conteúdo do debate à presidência da OAB, e ela decide de que forma vai se posicionar. Mas não podemos deixar de discutir o assunto. Tabu é não debater isso — afirmou Ayres.

    ALTERAÇÃO NO ESTATUTO DA CATEGORIA

    O projeto de lei que propõe alterar o Estatuto da Advocacia para incluir a permissão do porte de arma é do deputado federal Ronaldo Benedet (PMDB). Essa autorização, no entanto, não seria concedida a todos os profissionais e estaria condicionada a regras do Estatuto do Desarmamento, como a comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo.

    No texto do projeto, o deputado, que é advogado, com base no princípio da isonomia, defende que a categoria tenha os mesmos direitos de juízes e promotores, que podem andar armados. Benedet afirma que a profissão de advogado tem riscos como as de magistrados e membros do Ministério Público (MP). “Deste modo, resta evidente que a digna profissão do advogado, profissional responsável pela manutenção e pela administração da justiça, que, não raras vezes, sofre atentados à vida, à família, à inviolabilidade de seu lar, é merecedora de tal incumbência legal, qual seja, o porte de arma de fogo para defesa pessoal”, escreveu o parlamentar.

    Na proposta apresentada à Câmara, Ronaldo Benedet afirma ainda que o Estatuto da Advocacia foi omisso em relação ao porte de arma de fogo para os profissionais. Ele frisa que seu projeto foi elaborado para garantir as prerrogativas legais do exercício da profissão. Segundo o político, caberá a cada advogado decidir se vai andar armado ou não. “É importante ressaltar que o porte de arma de fogo para defesa pessoal não é obrigação e sim faculdade”, destacou.

    Por O Globo