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    quinta-feira, 10 de maio de 2018

    Caixa prepara festa milionária para 6 mil funcionários em estádio

    Citada em escândalos de corrupção em ao menos quatro operações da Polícia Federal, a Caixa escolheu o estádio Mané Garrincha, em Brasília, símbolo do superfaturamento nas obras da Copa, para um evento festivo com 6.000 funcionários no próximo dia 16. A maioria viajará a Brasília com despesas pagas pelo banco.

    Do nome ao cenário, o encontro "Seleção Caixa: em campo pelo Brasil", será repleto de alusões à Copa do Mundo, cuja próxima edição, na Rússia, começa em 14 de junho. Celebridades da bola, como ex-jogador Cafu e o narrador Galvão Bueno, foram convidadas para dar palestras motivacionais aos gerentes. Completa o time a badalada expert em tecnologia digital Martha Gabriel.

    Os mestres de cerimônia serão o ator Luigi Barricelli, astro de novelas globais, e a apresentadora Renata Fan, do Programa Jogo Aberto, da Band.

    A Caixa mantém em sigilo os custos do evento, bem como os valores dos cachês pagos aos convidados. Num site de agenciamento de palestras, por exemplo, o passe de Cafu está cotado a R$ 40 mil.

    A Folha apurou que o contrato com Galvão Bueno ainda não havia sido assinado nesta quarta-feira (9). A condição para que ele participasse era a de que não fossem permitidas filmagens e fotografias. A ideia dos organizadores era que a presença do narrador fosse uma surpresa para os funcionários.

    O propósito do investimento na "Seleção Caixa", segundo o banco, é divulgar suas "novas e desafiadoras metas" para 2018, entre as quais superar o lucro de R$ 8,6 bilhões em 2017.

    Fábio Fabrini e Maeli Prado – Folha de S.Paulo

    Câmaraem pânico: parlamentares tentam evitar extinção do foro privilegiado

    Deputados iniciaram um movimento que pode modificar o conteúdo da proposta de emenda à Constituição (PEC) que restringe o foro privilegiado.

    Quando a PEC foi aprovada pelo Senado, previa a extinção do foro, mantendo a prerrogativa somente para presidentes da República, da Câmara, do Senado e do Supremo, além do vice-presidente da República.

    A pressão, agora, é para que a PEC siga o novo entendimento do STF – que restringiu o foro de deputados e senadores a casos cometidos durante o exercício do mandato e em função da atividade parlamentar –, estendendo a restrição aos três poderes.