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    quarta-feira, 4 de abril de 2018

    Lula pede vigília cívica; aliados temem tensão nas ruas

    A pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, petistas e integrantes de movimentos de esquerda organizam, para esta quarta-feira (4), o que chamam de uma vigília cívica e democrática durante o julgamento do habeas corpus apresentado ao STF (Supremo Tribunal Federal).

    O ex-presidente Lula orientou seus apoiadores a não hostilizarem a Justiça durante o julgamento de seu pedido de habeas corpus para evitar a ideia de pressão externa sobre o Supremo. 

    Apesar das recomendações, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra João Paulo Rodrigues falou em guerra caso o petista perca. Ele deu a declaração nesta terça (3), após visita ao Instituto Lula.

    “Não vamos dar paz ao Judiciário se mantiver o erro da condenação”, disse. “Temos que estar preparados. Vai ser duro qualquer que seja o resultado. Se ganhar [Lula], a direita vai ficar com muita raiva. Tem que ficar calmo, sem comemorar. Se perder, é muita guerra e muita luta.”

    Vivo é investigada por uso indevido de dados de 73 milhões de usuários

    O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) instaurou um inquérito civil público para apurar o uso pela Vivo de dados de cerca de 73 milhões de usuários para fins de publicidade. Segundo a promotoria, a plataforma de marketing mobile da operadora, a Vivo Ads, promete fornecer publicidade usando dados qualificados dos clientes, como perfil, localização, comportamento de navegação, lugares frequentados e hábitos de consumo, o que permite o direcionamento da publicidade.

    Segundo o MPDFT, as informações podem estar sendo usadas de maneira imprópria para a venda de espaço publicitário. De acordo com o MPDFT, seria possível identificar, por exemplo, usuários em tratamento médico, a partir do mapeamento da circulação em clínicas e hospitais.

    – Para qualquer compartilhamento de dados, o usuário tem que dar o que chamamos de consentimento informado, sabendo para qual finalidade suas informações serão compartilhadas. E entendemos nesse caso, mesmo que houvesse um aceito do usuário ele não seria válido, pois ele não tem ideia da extensão da violação da privacidade que está sofrendo. Entendemos que esse monitoramento é ilegal – explica o promotor Paulo Roberto Binicheski, um dos membros da Comissão de Proteção dos Dados Pessoais do MPDFT.

    Exército repudia impunidade, diz general antes de julgamento de Lula

    Mensagens publicadas no Twitter na noite desta terça-feira podem jogar mais combustível no já conflagrado cenário das ruas do país na véspera do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    O general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército, escreveu os seguintes comentários: “Na situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo, quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais”. Continua o general: “Asseguro à Nação que o Exército brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem em repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às missões institucionais”.

    Repercussão

    Depois da postagem de Villas Boas, outros militares se manifestarem em apoio ao comandante das tropas. O general José Luiz Dias Freitas, que chefia o Comando Militar do Oeste (CMO), escreveu em seu perfil que Villas Boas “expressa as preocupações e anseios dos cidadãos brasileiros que vestem fardas”. “Estamos juntos, comandante”, finalizou. Antônio Miotto, ex-comandante militar da Amazônia, foi ainda mais entusiasmado. “Estamos juntos na mesma trincheira! Pensamos da mesma forma! Brasil acima de tudo!”, postou o general. Responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, o juiz Marcelo Bretas compartilhou a mensagem de Villas Boas acompanhada de um emoji de aplauso. (Veja)