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    segunda-feira, 5 de março de 2018

    Ex-militares ensinam táticas do Exército a criminosos

    Os serviços de inteligência das Forças Armadas e da polícia do Rio investigam ex-militares que estão treinando integrantes de facções criminosas com táticas usadas pelo Exército e pela Marinha. O Estado apurou que esses instrutores, principalmente ex-paraquedistas e ex-fuzileiros navais, recebem de R$ 3 mil a R$ 5 mil por hora de aula - valor que pode chegar a R$ 50 mil em uma boa semana. Eles preparam bandidos no uso de fuzis, pistolas e granadas, para atuar em áreas urbanas irregulares, como favelas, e a definir rotas de fuga.

    Há cinco meses, durante operação de cerco no Morro da Rocinha, o comportamento dos traficantes fortemente armados chamou a atenção do setor de inteligência. "Seguia claros padrões profissionais, até no gestual de comando", relatou um oficial do Exército. Em grupos de 8 a 12 homens, os criminosos se deslocavam de forma coordenada, fazendo disparos seletivos e evitando o contato direto, "exatamente como faria a tropa em um ambiente adverso". Entre as lições ensinadas pelos ex-militares também estão o emprego da camuflagem e técnicas de enfrentamento.

    Já foram rastreados entre 10 e 12 ex-combatentes, na faixa dos 28 anos. O número pode ser maior. O temor de que ex-militares sejam cooptados por facções foi explicitado pelo novo ministro da Defesa, o general da reserva Joaquim Silva e Luna, no Rio. Segundo ele, as Forças Armadas dispensam entre 75 mil e 85 mil reservistas todos os anos. "Esse pessoal passa pelas Forças, é treinado, adestrado, preparado e, quando sai, às vezes volta ao desemprego. E eles podem se tornar vulneráveis nesse momento, podem ser cooptados." 

    Os militares que passam pelo Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros Navais fazem cursos e estágios de guerra na selva, na Caatinga, no Pantanal. Aprendem a saltar de paraquedas e a executar tiros de precisão, combate pessoal e ações anfíbias. São oficiais, subtenentes e sargentos. No Comando de Operações Especiais do Exército, o ciclo mais abrangente prepara por 25 semanas para missões de reconhecimento, contraterrorismo, resgate, evasão, sabotagem, guerrilha e contraguerrilha. Por isso são tão valorizados pelas facções no treinamento de seus "soldados".

    Por Estadão Conteúdo

    Primeira etapa de fiscalização do INSS cancela 83% dos benefícios no RN

    O pente fino que o Governo Federal está realizando nas aposentadorias por invalidez e auxílios doença cancelaram 83% dos benefícios no Rio Grande do Norte.

    A informação foi repassada pela assessoria de comunicação do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), e a publicação está na página virtual do Jornal de Fato.

    Segundo a pasta, foram realizadas 2.140 perícias com 1.781 benefícios cancelados.


    WhatsApp muda recurso que decepcionou muitos usuários

    Entre os vários novos recursos anunciados pelo WhatsApp nos últimos tempos, poucos causaram tanta expectativa quanto a possibilidade de se excluir uma mensagem já enviada – fosse por engano ou por arrependimento.

    Quando implementada de fato, porém, a funcionalidade decepcionou muitos usuários pelo curto intervalo de tempo que teriam disponível para voltar atrás após enviar um texto ou um áudio. Agora, a empresa parece ter percebido o tamanho dessa angústia.

    Segundo o site WeBetaInfo, especializado em identificar mudanças no app, a versão beta do aplicativo ampliou o limite de 420 segundos para 4096 segundos. Ou seja, se antes você tinha 7 minutos para se arrepender, agora terá 1 hora e 8 minutos.

    Quem usa a versão beta do aplicativo para Android já pode usar o novo recurso. Para usuários das versões anteriores, ou que usam o sistema operacional iOS ou Windows, resta aguardar. A função deve estar disponível para todos em breve.

    Exame