• Últimas Notícias

    sábado, 2 de setembro de 2017

    Alpargatas encerra as atividades em Nova Cruz (RN) e demite 375 funcionários

    A empresa do setor de calçados, Alpargatas SA, encerrou as atividades as atividades em sua fábrica no município de Nova Cruz, no Rio Grande do Norte. A fábrica, que estava há mais de 25 anos no município, dispensou 375 funcionários.

    O fechamento foi confirmado pelo chefe de gabinete da prefeitura, Ricardo Melo. O prefeito do município Tragino da Costa Neto, solicitou audiência com os representantes da empresa para saber as razões do fechamento.

    Não é a primeira vez que a empresa anuncia o fechamento repentino de fábricas no Rio Grande do Norte. Em 2014, a fábrica de calçados fechou uma unidade em Santo Antônio, região do Agreste potiguar. À época, o anúncio também pegou os 200 funcionários de surpresa.

    Ex-ministro Guido Mantega propõe acordo à Procuradoria para não ser preso

    Não se trata de delação premiada, mas sim de um termo de compromisso. O acordo foi firmado com o procurador Ivan Marx, que conduz a investigação na Procuradoria do DF, e precisa ser homologado pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.

    Deflagrada em maio, a Bullish investiga aportes bilionários do BNDES nas empresas do Grupo J&F, de Joesley Batista. Em delação premiada, também em maio, o executivo do grupo falou sobre a intermediação de Mantega para conseguir os repasses.

    Mantega já havia indicado outras vezes que não faria um acordo de delação, o que implicaria confessar crimes e indicar pessoas que participaram de atos ilícitos. Ele mantém essa perspectiva até o momento. O termo de ciência e compromisso firmado com o MPF prevê que o ex-ministro confesse “erros”. A estratégia já foi usada com investigados da Operação Greenfield, que tramita no mesmo juízo, para evitar medidas cautelares como o bloqueio de bens.
    As informações prestadas por Mantega podem ajudar a resolver um impasse nas investigações que coloca em xeque a delação da JBS. Na colaboração firmada com a Procuradoria-Geral da República, Joesley falou sobre pagamento de propina ao ex-ministro para agilizar as operações no banco.

    Os executivos da JBS, no entanto, alegam que não houve interferência na análise técnica para liberar os aportes para as empresas do grupo. Ivan Marx argumenta que os delatores estão mentindo sobre esse ponto, pois as investigações da Bullish teriam apontado fraudes em contratos do BNDES.

    A depender do quanto as informações prestadas por Mantega ajudarem na investigação para entender possíveis irregularidades cometidas no banco, o ex-ministro pode receber um benefício de redução de pena caso seja julgado e condenado.

    Se as informações de Mantega forem conflitantes com as de Joesley, o acordo da JBS poderá ser novamente alvo de críticas e questionamentos, com possibilidade de revisar os benefícios concedidos aos executivos do grupo.

    Procurada, a defesa do ex-ministro não quis se manifestar.

    Estadão Conteúdo