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    segunda-feira, 24 de julho de 2017

    Lula diz que empresários inventaram propina para prejudicar políticos

    Por EXTRA
    Lula durante ato promovido pelo PT na Avenida Paulista, em São Paulo, após ser condenado pelo caso do tríplex do Guarujá
    Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na manhã desta segunda-feira, que o setor empresarial, com o aval do Ministério Público, teria "transformado" doações de campanha em propina para "tentar culpar" os políticos de participação em esquemas de corrupção no país. Em entrevista concedida à rádio Tiradentes, do Amazonas, o petista também insinuou que o PT deve atuar de forma separada nas eleições presidenciais no próximo ano.

    — A palavra propina foi inventada pelos empresários para tentar culpar os políticos - ou pelo Ministério Público. Por tudo o que leio na imprensa, os empresários sempre deram dinheiro para campanha. Eu não conheço um político em Manaus ou em São Paulo que vendeu a casa para ser candidato. Todos eles pedem dinheiro para empresário, a vida inteira, desde que foi proclamada da República. A diferença é que agora transformaram as doações em propina, então ficou tudo criminoso. Se os políticos não tiverem coragem de mudar a legislação eleitoral, de criar um fundo de financiamento de campanha para que não fiquem mais dependentes de empresário, o Brasil não vai ter jeito — declarou.

    Durante a entrevista, Lula revisou o processo de impeachment contra Dilma Rousseff e admitiu que as ações da ex-presidente, em seu segundo mandato, teriam sido diferentes do que prometido em campanha. No entanto, alegou que as divergências políticas entre o partido e aliados deram espaço a um "erro histórico" cometido contra Rousseff, gerando desconfiança para as próximas eleições.

    Filho e neto de ex-senador Geraldo Melo, são presos na Operação Cidade Luz

    Mais um ex-secretário do prefeito Carlos Eduardo foi preso na manhã desta segunda-feira 24, o secretário da SEMSUR e filho do ex-senador Geraldo Melo, Jerônimo da Câmara Ferreira de Melo, acusado de superfaturamento e pagamento de propina aos contratos firmados entre empresas e a Secretaria para prestação de serviços referentes à manutenção e a decoração do parque de iluminação pública de Natal.

    Foram expedidos 15 mandados de prisão por cinco dias, para: Adelson Gustavo Coelho Ponciano, Alberto Cardoso Correia do Rego Filho, Antônio Felipe Pinheiro de Oliveira, Antônio Fernandes de Carvalho Junior, Daniel Fernandes Ferreira de Melo, Epaminondas da Fonseca Ramos Junior, Jerônimo da Câmara Ferreira de Melo, Jorge Cavalcanti Mendonça e Silva, Kelly Patricia Montenegro Sampaio Alves, Mauricio Custódio Guarabyra, Mauricio Ricardo de Moraes Guerra, Sergio Pignataro Emerenciano e Valério Max de Freitas Melo. Além deles, foram presos preventivamente Allan Emmanuel Ferreira da Rocha e Felipe Gonçalves de Castro.

    O MPRN descobriu também que a organização criminosa é integrada por um núcleo de lavagem de capitais através de pagamento de propina a agentes públicos, sejam em espécie ou aquisições de veículos.

    Além de Jerônimo Melo, o seu filho Daniel de Melo, também foi preso, acusado de integrar a quadrilha.

    A investigação iniciou em 11 de março de 2015 e os investigados foram acusados de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro, dispensa de licitação, fraude em licitações e formação de cartel.

    Thalita Moema

    Tristes recordes: Estado do RN tem o final de semana mais violento da sua história, 32 assassinatos.

    Um número triste da violência mancham de sangue mais uma semana de terror no estado do Rio Grande Norte. Segundo levantamento feito pelo Observatório da Violência Letal Intencional (OBVIO), foram registrados nesse final de semana, 32 homicídios. 

    Desde o início de janeiro até esse último domingo, 23 de julho, o estado bateu outro recorde, o número é assustador e chega a 1.363 homicídios.

    Infelizmente, o Governo do RN se perdeu completamente e não apresenta uma resposta aos questionamentos da sociedade.  Mostrou-se incapaz de lidar com a crescente onda de violência que dominou o Estado.