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    sábado, 27 de maio de 2017

    Veja a relação das 30 cidades mais violentas do estado, coordenador do OBVIO aponta as causas e falhas do Governo em gerenciar a crise da violência no RN

    Contador de homicídios do OBVIO  (Foto: OBVIO)Enquanto o sistema de segurança implantado pelo Governo Robinson Faria capenga desde o início de seu mandato, o estado padece a cada ano. Recordes em fugas dos presídios se sucedem a cada momento e o número de homicídios - esse é que perdeu de vez o controle. 

    Em reportagem exclusiva ao Blog O Paralelo nessa manhã de sábado (27), Ivenio Hermes, que é coordenador do instituto OBVIO disse: 

    "O tratamento inadequado às causas da violência não gera um entendimento amplo do fenômeno da violência no RN, e isso se mostra nas ausências do Estado em diversas áreas que se correlacionam em políticas de segurança pública.

    Num crescente de muitos anos e com apenas um hiato em 2015, as ações de redução não se sustentaram porque as lacunas deixadas pelo estado se tornaram um espaço propício para o crescimento da influência de grupos de criminosos.

    O Paralelo perguntou a Ivenio Hermes, que também é especialista em gestão e políticas de segurança pública, sobre o que faltou ao Governo do Estado em não reduzir essa onda crescente de homicídios no RN e ele respondeu;

    "Ao deixar de priorizar investimentos para reforçar os três principais retroalimentadores da violência: a impunidade, o tráfico de drogas e o descontrole no sistema carcerário, o estado simplesmente não deu proveu meios de reduzir a violência de forma duradoura.

    O ano 2017 seguindo essa sequência de perdas de espaço, onde as ausências do estado são supridas pelos criminosos nas comunidades, já aponta 2017 como o ano mais violento da história do Rio Grande do Norte", concluiu o especialista.

    Logo a baixo, veja a tabela com os dados das 30 cidades mais violentas do estado, segundo levantamento feito pelo Observatório da Violência Letal Intencional (OBVIO) – instituto que contabiliza e analisa os crimes contra a vida no Estado do Rio Grande do Norte. São José do Campestre está na 30ª posição com 08 homicídios e um aumento de 700% de janeiro a maio deste ano.



    Casal é morto a tiros na cidade de Governador Dix Sept Rosado

    ImagemFrancisco Pablo Teixeira Filgueira 28 anos de idade, residia na Rua José Lopes Lucas, por trás da Delegacia de Polícia da cidade e Marina Rane Martins de França, de 21 anos foram mortos no início da noite de hoje, 26 de maio, no Sitio Cigana, na cidade de Governador Dix Sept Rosado, no Oeste do Rio Grande do Norte.

    Segundo informações da polícia, as vítimas participavam de uma brincadeira, com um grupo de amigos e perceberam quando quatro criminosos em duas motocicletas, passaram na frente da casa, observando o movimento.

    Pouco tempo depois os criminosos voltaram. Parte do grupo percebeu e conseguiram escapar, mas Pablo foi alvejado várias vezes e morreu no local. A polícia acredita que Marina ficou no meio do tiroteio e foi baleada com um disparo no peito. Ela chegou a ser foi socorrida para o Hospital Regional Tarcísio Maia em Mossoró, mas não resistiu.

    (O Câmera)

    RN atinge marca recorde de 1.000 homicídios em 2017, diz instituto

    A violência no Rio Grande do Norte continua atingindo e superando marcas preocupantes. Neste sábado (26), segundo levantamento feito pelo Observatório da Violência Letal Intencional (OBVIO) – instituto que contabiliza e analisa os crimes contra a vida – o estado chegou a 1.000 assassinatos registrados somente este ano – o que dá uma média de 6,8 homicídios por dia. A assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública disse que o órgão não vai cometar os dados do OBVIO.

    “Uma pena. Nós não merecemos isso”, disse o especialista em segurança pública Ivênio Hermes, que também é coordenador do instituto. “O tratamento inadequado às causas da violência não gera um entendimento amplo do fenômeno da violência no Rio Grande do Norte, e isso se mostra nas ausências do Estado em diversas áreas que se correlacionam em políticas de segurança pública”, comentou.

    Em comparação ao mesmo período do ano passado, ou seja, levando em consideração a quantidade registrada de pessoas vítimas de homicídio entre 1º de janeiro e 27 de maio de 2006, o ano de 2017 já contabiliza um crescimento de 27,6%. G1RN

    MEC volta atrás em critério de oferta de EaD para ensino fundamental

    O Ministério da Educação (MEC) voltou atrás e decidiu alterar o decreto publicado hoje (26), que estabelece as diretrizes para a educação a distância (EaD). O decreto assinado pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, permitia que as escolas ofertassem educação a distância para estudantes dos anos finais do ensino fundamental regular, do 6º ao 9º ano, que estejam "privadas da oferta de disciplinas obrigatórias do currículo escolar".

    A pasta divulgou nota na noite desta sexta-feira dizendo que houve um erro no material e que a retificação "será enviada para publicação na próxima segunda-feira [29]". Com isso, a redação que volta a valer é a do Decreto 9.057 de 25 de maio de 2005.

    O decreto publicado hoje abria espaço para que redes de ensino públicas e privadas que não conseguissem, por algum motivo, ofertar disciplinas obrigatórias no ensino fundamental presencialmente o fizessem a distância.
    Fonte: Agência Brasil

    Educação: MEC libera consulta às vagas do Sisu

    O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou consulta às vagas do 2º semestre pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Serão oferecidas 51,9 mil vagas na graduação em 63 instituições de ensino superior públicas. Para ser candidato é preciso ter feito o último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter zerado na redação. 

    As inscrições para o Sisu começam na segunda-feira, 29, e vão até o dia 1º de junho. Dentre as vagas, 22.663 estão em universidades e institutos federais da região sudeste, 18.726 no nordeste, 8.338 no sul, 1.133 no norte e 1.053 no centro-oeste. Por modalidade, 25.707 vagas são destinadas à ampla concorrência, 24.744 obedecem às cotas estabelecidas pela Lei nº 12.711/2012 e 1.462 fazem parte de ações afirmativas próprias das instituições.


    Sócios da Telexfree são denunciados pela lavagem de mais de R$ 55,5 milhões

    O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) denunciou os donos da Telexfree, Carlos Wanzeler e Carlos Costa, pelo crime de lavagem de dinheiro realizada por meio de 81 operações financeiras que movimentaram R$ 55.535.038,66.

    Segundo o órgão, os valores, provenientes direta ou indiretamente de atividade criminosa, eram transferidos de contas da Ympactus Comercial (Telexfree) para contas das empresas Worldxchange Intermediação e Negócios Ltda e KLW Prestadora de Serviços, ambas do grupo Telexfree. As operações aconteceram entre março de 2012 e junho de 2013.

    Também foram denunciadas pelo mesmo crime Febe Vanzeler de Almeida e Souza, Marilza Machado Wanzeler, Marisa Machado Wanzeler Salgado e Lyvia Mara Campista Wanzeler.

    Além da condenação do denunciados, o MPF-ES pede ainda que seja mantida a apreensão de bens e valores das empresas e seus sócios e, que, ao final do processo, seja decretado seu perdimento, por se tratarem de produto de atividade criminosa.

    Bloqueio

    Duas operações, realizadas na manhã do dia 19 de junho de 2013, movimentaram a maior parte dos recursos (R$ 51.680.299,00) transferidos para conta da Worldxchange.

    A empresa é de propriedade de Marilza Machado Wanzeler e Febe Vanzeler de Almeida, que são respectivamente mãe e irmã de Carlos Wanzeler.

    As transferências, de acordo com a denúncia do MP-ES, foram realizadas por volta das 19 horas do dia 18 de junho, logo após ter sido veiculada em um site do estado do Acre a notícia sobre a decisão judicial que bloqueou as contas bancárias, aplicações financeiras, valores e bens em nome da Ympactus Comercial e de seus sócios.

    Foram forjados, segundo o órgão, contratos para justificar as transferências entre as empresas.

    Trocas de mensagens entre os denunciados, que foram rastreadas durante a investigação, demonstraram que eles tentaram realizar as transferências assim que tomaram conhecimento da decisão judicial, ainda na noite do dia 18.

    A decisão da Justiça acreana é do dia 13 de junho, portanto, as transferências foram realizadas justamente no período entre a expedição dos documentos oficiais dirigidos ao Banco Central e a concretização dos bloqueios.

    Outras operações

    Delação da JBS contamina todo o país

    A mesma onda que mergulhou Brasília em profunda crise na quarta-feira 17 de maio se diluiu pelas cinco regiões do Brasil. Além de desencadear uma série de pedidos de impeachment do presidente Michel Temer — num processo de declínio que teve seu mais recente capítulo no pedido de demissão da elogiada Maria Silvia Bastos do BNDES, já substituída pelo ex-IBGE Paulo Rabello Castro —, a delação da JBS pôs na mira das assembleias estaduais pelo menos quatro governadores nesta semana. Não se imagina que qualquer dos pedidos de impedimento estaduais prospere, mas é inegável o desgaste provocado. Além disso, outros quatro Estados foram atingidos diretamente por conta da conduta de seus governantes.

    No Nordeste, o pedido de impedimento diz respeito ao governador do Ceará, Camilo Santana (PT). Ele é acusado na delação pelo empresário Wesley Batista de receber 20 milhões de reais para sua campanha de 2014 a pedido do ex-governador Cid Gomes (PDT). Em nota, Santana disse que o pedido de impeachment “tem o objetivo claro de se aproveitar do momento instável vivido pelo país para tentar tirar vantagem política". Segundo ele, "isso é oportunismo puro e não vou entrar nesse jogo”.

    O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), também é acusado pelos delatores. Ele teria recebido 5 milhões de reais em troca da privatização da companhia de água e esgoto local, mas, por enquanto, foi alvo apenas de boatos (já desmentidos) sobre um possível pedido de impedimento da seccional local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

    Mais para baixo, no Centro-Oeste, o alvo na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul é o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Os três pedidos de impeachment que ele enfrenta são baseados na acusação, também de Wesley, de que Azambuja recebeu cerca de 22 milhões de reias de propina da JBS. A acusação dos delatores se estende a dois ex-governadores: Zeca (PT) e André Puccinelli (PMDB). Em nota, Azambuja diz que tudo o que recebeu da JBS para sua campanha de 2014 foi feito de forma regular.

    Já na região Sul, são dois os governadores alvo de pedidos de impeachment. O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), já havia aparecido como beneficiário de 17 milhões de reais em caixa dois na delação da Odebrecht. Depois de aparecer como recebedor de mais 10 milhões em propina da JBS — os dois casos são relacionados à área de saneamento —, virou alvo de dois pedidos de impeachment. Colombo negou irregularidades e prometeu "trabalhar ainda mais para garantir crescimento e geração de empregos", acrescentando: "lembrando que Santa Catarina é um dos poucos estados do país onde os salários dos servidores estão em dia".

    No Rio Grande do Sul, onde os salários não estão tão em dia assim, o governador Ivo Sartori (PMDB) enfrenta pedido de impeachment do Sindicato dos Professores por ter sido acusado de receber 1,5 milhão de propina para a campanha de 2014. Em sua defesa, ele disse que a doação da JBS "foi declarada em com recibo, dentro da legalidade".

    Por El País