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    quinta-feira, 20 de julho de 2017

    Mulher é condenada por assassinato do marido em crime 'testemunhado' por papagaio

    Uma mulher foi considerada culpada de assassinato por ter atirado cinco vezes contra seu marido - em um caso aparentemente presenciado por um papagaio.

    Glenna Duram disparou contra o marido, Martin, antes de voltar a arma contra si mesma em uma tentativa frustrada de suicídio na casa do casal em Sand Lake, no Estado de Michigan, nos Estados Unidos, em maio de 2015.

    Mais tarde, o papagaio repetiu as palavras "Don't f****** shoot!" ("Não atire, p***a!", em tradução livre) na voz da vítima, segundo a ex-mulher de Martin.

    Um papagaio-cinzento como Bud, que teria testemunhado crime (Foto: BBC)O animal, um papagaio-cinzento chamado Bud, não foi usado no julgamento.

    O júri considerou Glenna, de 49 anos, culpada de homicídio de primeiro grau após um dia de deliberações. Ela receberá a sentença no mês que vem.

    Glenna sofreu um ferimento na cabeça durante a tentativa de suicídio, mas sobreviveu.
    A ex-mulher de Martin e atual dona de Bud, Christina Keller, disse acreditar que o animal estava repetindo uma conversa da noite do crime, que segundo ela terminou com a frase "não atire!", com um palavrão no meio. Os pais de Martin concordaram com a possibilidade do animal ter ouvido a discussão do casal e então ter ficado repetindo suas últimas palavras.

    "Eu pessoalmente acho que ele estava lá, que ele lembra e estava falando isso", disse o pai, Charles, à imprensa local.

    "Aquele pássaro percebe absolutamente tudo e tem a boca mais suja da área", disse a mãe, Lilian Duram.

    Um promotor de Michigan inicialmente considerou usar as repetições do pássaro como evidência no julgamento, mas acabou descartando a ideia.

    "Documentos policiais indicaram que o casal tinha problemas com jogos de azar e, segundo a polícia de Michigan, Glenna teria deixado várias cartas de suicídio. Ela negou ter escrito as cartas, mas uma análise de caligrafia mais tarde apontou que a polícia estava certa."

    G1

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