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    segunda-feira, 31 de julho de 2017

    Janot pede novamente ao STF a prisão de Aécio Neves

    Nem bem o senador Aécio Neves (PSDB-MG) voltou a circular nos bastidores políticos, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu novamente, hoje, a prisão do parlamentar tucano, bem como um novo afastamento do mandato. O primeiro pedido de prisão de Aécio, feito por Janot no fim de junho, foi negado pelo ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado ainda autorizou o retorno do tucano ao Senado, de onde havia sido afastado desde maio, por ordem do próprio STF, desde maio, quando foi denunciado na Operação Patmos, baseada em delação da JBS.

    No domingo passado (30), Aécio Neves – até então pouco visto nas ridas de conversas políticas – foi jantar no Palácio do Jaburu, a convite do presidente Michel Temer (PMDB), que viu em Aécio a possibilidade de articular reforços no PSDB da câmara dos Deputados para arquivar a denúncia contra ele por corrupção passiva, que pode ser votada na próxima quarta-feira (2), em plenário. O senador, embora enfraquecido com as delações da JBS, é defensor da permanência do PSDB na base aliada de Temer, bem como da não aceitação da denúncia contra o peemedebista.

    O próprio Aécio Neves é acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça. Segundo as investigações, ele teria pedido – e recebido – R$ 2 milhões da JBS, além de ter atuado no Senado e junto ao Executivo para retardar as investigações da Lava Jato. Como a prisão do senador e seu afastamento já foram negados por Marco Aurélio, o novo pedido de Janot será analisado pela Primeira Turma da Corte, formada também pelos ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski.

    No início de julho, o Conselho de Ética do Senado confirmou a decisão do presidente do colegiado, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), que havia resolvido arquivar o processo de cassação aberto contra Aécio Neves na Casa. A decisão do Conselho foi tomada por 11 votos a quatro. Recursos contra a decisão, apresentados pelos adversários do tucano, também não tiveram resultados positivos, mantendo o senador no cargo.

    Blog do Diário

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