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    domingo, 12 de fevereiro de 2017

    Você sabia que em Campestre existem formações rochosas mais antigas da América do Sul

    Em um estudo mais amplo envolvendo geólogos e professores de várias universidades brasileiras apontam que o fragmento mais antigo da crosta continental reconhecido na América do Sul está localizado em região que engloba São José do Campestre e ocorre como um enclave archeano isolado no Nordeste. Província de Borborema, ca. 600 Ma Brasiliano-Pan Cinto africano orogênico. 

    O maciço Campestre, é cercado por grandes extensões de gnaisses paleoproterozóicos de 2,2-2,0 Ga e está localizado a mais de 600-1500 km
    A partir dos conjuntos muito maiores de rochas arqueanas encontradas nos cratons de São Fransciso e Amazônia, localizados ao sul e Oeste, respectivamente. 

    A denominação Maciço São José do Campestre é utilizada para os terrenos entre as cidades de Bom Jesus – Santa Cruz – Barra de Santa Rosa e Maciço Caldas Brandão para aqueles terrenos entre as cidades de Mairi, Caldas Brandão e Boqueirão. Para Dantas et al. (2004), a utilização do nome Maciço Caldas Brandão é inadequada para a área do Maciço São José do Campestre, uma vez que as rochas observadas nas vizinhanças da cidade de Caldas Brandão pertencem a um diferente bloco estrutural.

    Assim, o MSJC (Maciço São José do Campestre), caracterizado como sendo o fragmento de crosta continental mais antigo já reconhecido na América do Sul, é representado por um conjunto de unidades ou blocos crustais arqueanos formados ao longo de 700 milhões de anos (3.450  2.700 Ma). 
    Posteriormente, a Orogênese Brasiliana foi responsável pelo expressivo retrabalhamento crustal no Maciço, localmente caracterizado por fusão parcial e formação de migmatitos bem como pelo desenvolvimento de Zonas de Cisalhamento transcorrentes de direção NE, reconhecidas ao longo das bordas do Maciço São José do Campestre (Dantas et al., 2004).

    Estudos geocronológicos do maciço de São José do Campestre mostram que suas rochas mais antigas contêm zircões U-Pb tem idades de até 3,5 Ga e Sm-Nd TDM modelo de mais de 3,7 Ga, indicando que eles representam "reworked" crosta. 

    O "núcleo" mais antigo é flanqueado por rochas retrabalhadas e juvenis de 3,25 e 3,18 Ga que são intrudidas por 3,00 e 2,69 Ga Plutônicos. A evolução prolongada do maciço de São José do Campestre é consistente com a de uma massa continental maior ao contrário de um pequeno fragmento crustal que cresceu em isolamento. Como tal, o maciço de São José do Campestre é interpretado como um pedaço destacado de um craton evoluído que se tornou arrastado com as rochas mais jovens durante um posterior Paleoproterozoic Acreção-orogênica. 

    Esta hipótese é reforçada pela presença de gnaisses paleoproterozóicos que envolvem a região de São José do Campestre, bem como a existência de ca. 2,0 Ga metamórfico zircão e monazite dentro de suas rochas. 

    O padrão de idades e assinaturas isotópicas observado no maciço de São José do Campestre é semelhante ao observado em partes do Crânio de São Francisco, e é possível que o maciço de São José do Campestre seja um fragmento de um fragmento continental Arqueano formado durante um episódio de ruptura continental antes de 2200 Ma.

    © 2003 Elsevier B.V. Todos os direitos reservados.

    Fontes de pesquisa
    UFPE
    UFRN
    O ARQUEANO MACIÇO SÃO JOSÉ DO CAMPESTRE
    UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
    USP - São Paulo

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