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    sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

    Dallagnol:“Sem apoio da sociedade, Lava Jato vira pó”


    Em entrevista à Revista Congresso em Foco, coordenador de força-tarefa cobra do STF medidas para acelerar a análise das acusações contra políticos, nega seletividade partidária nas investigações e diz que o resultado final dependerá da vigilância da população.

    Aos 36 anos, o procurador da República Deltan Dallagnol coordena a investigação que representa um ponto de corte no combate à corrupção no Brasil. Nas ruas desde março de 2014, a Operação Lava Jato tem negociações concluídas para recuperar R$ 10,1 bilhões desviados dos cofres públicos por meio da atuação do Ministério Público e da Justiça Federal em Curitiba, segundo balanço de dezembro. Mais de uma centena de pessoas já foi condenada, entre políticos sem foro, empresários e doleiros. Resultados que Dallagnol atribui às delações premiadas. Na primeira instância, o sucesso das apurações é incontestável.

    Mas uma pergunta fica no ar: qual será o futuro da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), encarregado de processar autoridades com prerrogativa de foro? Em entrevista exclusiva à Revista Congresso em Foco, o procurador paranaense diz temer que o resultado da Lava Jato seja decepcionante na corte caso os ministros não adotem providências para acelerar a análise das acusações. Dallagnol também demonstra preocupação com as reações legislativas que pretendem inibir a ação de órgãos investigativos e rebate críticas de que a apuração é seletiva, com o objetivo de atingir um único grupo político, mais especificamente o PT, como alegam críticos da operação.

    Revista Congresso em Foco

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