• Últimas Notícias

    sábado, 23 de julho de 2016

    Moro diz que tinha dados para prender Lula em março

    Em resposta aos advogados do ex-presidente Lula, o juiz Sérgio Moro não só rebateu a afirmação de que deveria se colocar em suspeição nas investigações como disse que havia elementos suficientes para decretar a prisão temporária do petista em março, mas optou por uma medida "menos gravosa": a condução coercitiva. Defensores de Lula criticaram interceptação telefônica obtida, segundo eles, de forma "ilegal" e usada de maneira "parcial".

    "Rigorosamente, a interceptação revelou uma série de diálogos do ex-presidente nos quais há indicação, em cognição sumária, de sua intenção de obstruir as investigações, como no exemplo citado, o que por si só poderia justificar, por ocasião da busca e apreensão, a prisão temporária dele, tendo sido optado, porém, pela medida menos gravosa da condução coercitiva", afirmou o juiz em seu despacho.

    No documento de 15 páginas protocolado nesta sexta-feira, Moro afirmou que não vai abrir mão do caso e que "falta seriedade" à argumentação dos advogados de Lula.

    O Globo - Renato Onofre

    Da contravenção a legalização: Jogo do bicho e outros jogos de apostas poderão ser aprovados

    A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 1471/15, da deputada Renata Abreu (PTN-SP), que libera a exploração de bingos e outros jogos de apostas.

    Pela proposta, a atividade será exercida por concessionárias escolhidas por licitação, com concessão por tempo determinado.

    O projeto retira o jogo do bicho do rol das contravenções penais previstas na legislação atual (Lei de Contravenções Penais - Decreto-lei 3.688/41 e Decreto-lei 6.259/44).

    A Agência Câmara explica que a nova regra deve valer apenas depois de 90 dias contados a partir da publicação do texto no Diário Oficial.


    Terrorismo: Ahmed, radical, fazia apologia ao Estado Islâmico na Paraíba

    Antonio (Ahmed) Andrade dos Santos Junior, de 34 anos, um dos presos pela Polícia Federal, por suspeita de planejar uma ação terrorista no Brasil, às vésperas da Olimpíada, é um ex-cristão e ex-ateu que se radicalizou pela internet e chegou a ser banido da mussala (sala de oração, para muçulmanos) onde teve o primeiro contato com o Islã, em João Pessoa, na Paraíba, por suas declarações radicais e apologia ao Estado Islâmico.
    Pai de um menino de nove meses, de um casamento arranjado com uma brasileira que adotou o Islã como ele, também tinha problemas com a família por seu radicalismo. Ele aparece ao lado de outro preso, o paulista Vitor Magalhães, em uma foto tirada no Egito, ao lado de uma bandeira negra do grupo terrorista. Antonio e Vitor viajaram juntos ao Cairo, entre 2013 e 2014, onde passaram seis meses estudando religião em uma universidade particular.
    Ao voltar do Egito, Andrade passou a defender abertamente o EI, segundo pessoas próximas a ele. Mas já teria se radicalizado, pouco antes da viagem, por meio de contatos via internet, após se "reverter" (termo usado por muçulmanos para designar a conversão ao islã) em uma mussala de João Pessoa, da qual foi banido mais tarde, por suas posições extremistas.
    Foto: Reprodução/Facebook
    Ahmed defendia abertamente o EI


    Estadão 

    Justiça bloqueia R$ 1 milhão de governador e de secretários em ACP sobre agentes

    O juiz Marcus Vinícius Pereira Júnior, em substituição na 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal, determinou o bloqueio imediato de R$ 1 milhão nas contas do governador Robinson Faria (PSD); do secretário estadual de Justiça e Cidadania, Walber Virgulino; e, do secretário estadual da Administração e Recursos Humanos, Cristiano Feitosa.

    A determinação se deu por não terem comprovado que tomaram as providências necessárias para o cumprimento de determinação liminar em Ação Civil Pública (ACP) que trata da ausência de armas, letais e não letais, e de equipamentos para os agentes penitenciários do estado.

    A liminar determinava a compra, pelo estado, de armas, equipamentos e munições para os agentes penitenciários, fixando multa pessoal de R$ 1 milhão em desfavor do governador e dos referidos secretários em caso de descumprimento.


    De acordo com a sentença, a ordem de bloqueio via BACEN JUD será renovada mensalmente até que a obrigação seja integralmente cumprida.