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    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

    Câmara municipal compra bafômetro para evitar brigas entre vereadores

    Câmara de Piancó (PB) tomou medida após tumultos constantes durante as sessõesA Câmara Municipal de Piancó (PB), pequena cidade de 15 mil habitantes no interior da Paraíba, adotou uma medida inusitada para impedir que as sessões de votação seguissem marcadas por brigas e bate-bocas entre vereadores. 

    Um etilômetro – ou bafômetro, aparelho utilizado para medir o nível de álcool na corrente sanguínea – foi adquirido a pedido do presidente da Casa, Pedro Aureliano (PMDB), para ser utilizado para testar os parlamentares antes de todas as sessões.

    Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, que possui 11 vereadores, o aparelho foi comprado porque alguns parlamentares iam para as sessões com claros sinais de embriaguez. Já houve casos de tumulto durante as votações.
    O aparelho, no entanto, nunca foi usado, já que o simples anúncio da compra levou os os vereadores a ficarem mais calmos. A Câmara do município reconhece que não existe regulamentação para fazer teste de bafômetro com vereadores e ressalta que o aparelho não chegou a ser utilizado.

    Adquirido por R$ 1.604,00, o aparelho deve agora ser doado à Polícia Militar ou Federal, já que não terá mais utilidade. *Último Segundo

    Agora lascou: Juiz dos EUA autoriza investidores a processar coletivamente a Petrobras

    Ação envolve bilhões de dólares em perdas decorrentes do escândalo de corrupção na estatal brasileira investigado pela operação Lava-jato. Os investidores compraram títulos de dívida da estatal e ativos mobiliários da empresa.

    Um juiz dos Estados Unidos abriu o caminho nesta terça-feira (2) para que investidores processem a Petrobras em grupo, em uma ação envolvendo bilhões de dólares em perdas decorrentes de um escândalo de propina e corrupção envolvendo a estatal brasileira, investigado pela Operação Lava-Jato.
    O juiz distrital Jed Rakoff, de Manhattan, Nova York, certificou duas categorias de investidores ? a que adquiriu títulos de dívida da Petrobras em duas ofertas públicas, e outra que comprou ativos mobiliários entre janeiro de 2010 e julho de 2015 ? afirmando que suas alegações são similares o suficiente para dar continuidade à uma ação coletiva.
    Uma categoria comprou vários papéis da Petrobras entre janeiro de 2010 e julho de 2015 e será liderada pela Universities Superannuation Scheme (USS), um fundo de pensão de funcionários de instituições de ensino de nível superior na Inglaterra.
    A outra categoria de credores comprou títulos de dívidas em ofertas realizadas em 2013 e 2014. Ela será liderada pelo Tesouro do estado da Carolina do Norte e pelo Sistema de Aposentadoria dos Funcionários Públicos do Havaí.
    Uma ação coletiva pode facilitar a recuperação de montantes maiores para investidores do que em processos individuais, apesar de não garantir recompensa. A Petrobras tem sido acusada de inflacionar o valor de mais de US$ 98 bilhões de seus títulos e ações durante anos de corrupção.
    Devido ao escândalo de corrupção, o valor de mercado da estatal despencou de quase US$ 300 bilhões para menos de US$ 20 bilhões em relação a oito anos atrás, segundo dados da Reuters.
    A fraude da Petrobras "arrancou bilhões de dólares em valor para os acionistas, assim como prejudicou a estrutura política e econômica do Brasil", afirmou Jeremy Lieberman, sócio do escritório Pomerantz, em um comunicado. "A decisão de hoje representa um marco importante nos esforços dos requerentes para recuperar uma parte significativa das perdas sofridas." (Meus conteúdos)

    “Oposição não ficará contra o país”, afirma Agripino sobre recriação da CPMF

    Foto: Mariana Di Pietro
    O presidente do Democratas, senador José Agripino (RN) cobrou do governo propostas plausíveis para tirar o país da crise, após o discurso da presidente da República na abertura do ano legislativo nesta terça-feira (2/2). O senador descartou qualquer possibilidade de o Democratas apoiar a recriação da CPMF como propôs a presidente Dilma Rousseff sob vaias de alguns parlamentares.
    “Fui a pessoa que mais lutou pela não prorrogação da CPMF, eu e meu partido sustentamos essa bandeira e derrubamos em 2007 a proposta que prorrogava a sua vigência. Seria uma insensatez votar a favor do imposto”, salientou.
    “Não vamos votar a favor da CPMF porque não é interessante para economia brasileira. É um imposto injusto, cumulativo, complicador de negócios e travador da geração de empregos. E o Brasil está precisando estimular quem gera empregos para reverter esses índices desastrosos estabelecidos pelo governo do PT”, completou o senador.
    Para Agripino, o governo precisa mostrar unidade de suas forças no Congresso Nacional e apresentar propostas que não sobrecarreguem o cidadão. “O que for de interesse da sociedade terá nosso apoio. A oposição jamais ficará contra o país”, concluiu.

    Fotos: Mariana Di Pietro