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    sábado, 23 de abril de 2016

    Defensoria acompanha drama da falta de UTIs pediátricas no Rio Grande do Norte

    A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPE-RN) está acompanhando de perto o problema da falta de leitos de UTIs pediátricas nos hospitais das redes pública e privada de Saúde do estado. De acordo com levantamento preliminar de profissionais médicos, e déficit desse tipo de unidade no RN é de 200 leitos. Um comitê, encabeçado pelo médico José Madson Vidal, foi criado para discutir soluções para o problema.

    De acordo com os defensores públicos Bruno Henrique Magalhães Branco e Cláudia Carvalho Queiroz, que estão acompanhando o caso, o comitê é formando por médicos, profissionais liberais e representantes da sociedade civil organizada. O objetivo do grupo é tentar mobilizar a população e cobrar uma solução junto aos planos de saúde e o Poder Público. Entre as medidas adotadas está a criação de uma comunidade na rede social Facebook, para que a população possa acompanhar as ações do comitê. O grupo foi denominado de “Criança Viva”.


    Durante reunião, realizada na última terça-feira (19), profissionais médicos fizeram uma exposição do problema, que está atingindo hospitais públicos e privados. Segundo eles, o RN tem apenas 40 leitos de UTI pediátrica (dos quais 34 são da rede pública e apenas seis na rede privada), quando seria necessário um total de 240 unidades. 

    A conta, segundo o grupo, é de um leito para cada 10 mil crianças. A defensora pública destacou que existe um descaso dos planos de saúde que atuam no Rio Grande do Norte. “O que está acontecendo em relação a rede privada é que os planos não estão contratando esse tipo de serviço junto aos hospitais. Como não há contratação, os hospitais, por sua vez, não investem na ampliação desse tipo de leito. Ou seja, as administradoras vendem o serviço aos clientes mas não contratam junto aos hospitais para que os usuários possam usufruir efetivamente do que foi ofertado”, explicou.

    Cláudia Queiroz afirmou ainda que a Defensoria Pública irá continuar acompanhando as reuniões do comitê e vai atuar de forma prioritária na busca pela solução do problema. “Estamos trabalhando junto a esse grupo e já estudando de que forma poderemos atuar na busca pela resolução dessa situação, que é gravíssima e atinge toda nossa população”, comentou.

    Fonte: Assessoria

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