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    terça-feira, 15 de março de 2016

    Operação desarticula quadrilha que desviava recursos dos Ministérios do Turismo e Agricultura

    A Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU) realizam, nesta terça-feira, uma operação para desarticular uma quadrilha especializada em desviar recursos públicos dos Ministérios da Agricultura e Turismo por intermédio de uma Organização Não Governamental (ONG) de fachada. A Operação Remenda, como foi batizada, acontece após três anos de investigação, motivada depois que uma fiscalização de rotina da CGU conseguiu reunir provas sólidas de irregularidades no processo de contratação da ONG e na execução dos convênios.

    Os alvos são diretores de ONGs, ex-políticos e assessores. Ao todo, setenta policiais federais e 14 técnicos e auditores da CGU atuam nos quatro estados onde é realizada a operação.


    Em Pernambuco estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, sete de prisão temporária e um de prisão preventiva no Recife (nos bairros de Boa Vista, Graças, Madalena, Linha do Tiro e Encruzilhada), em Olinda e Afogados da Ingazeira. Diligências também estão sendo realizadas no Ceará, Distrito Federal e Rio de Janeiro. 

    Paralelamente, medidas cautelares de sequestro de bens estão sendo adotadas para viabilizar o ressarcimento do prejuízo já comprado de cerca de R$ 700 mil, mas estimado em mais de R$ 4 milhões. Além disto, investiga-se o uso de um “testa-de-ferro” por parte de um ex-deputado federal para ocultação de patrimônio ilícito.

    A investigação, coordenada pela PF, apurou o destino do dinheiro liberado pelos ministérios e conseguiu constatar que parcela substancial dos recursos foi desviada ilicitamente pelos diretores da ONG e por ex-assessor de um ex-deputado federal de Pernambuco responsável pelas emendas parlamentares dos convênios. A polícia constatou ainda que todo o processo foi uma fraude para desviar recursos públicos da União. Os delitos investigados são formação de quadrilha ou bando, peculato ou apropriação indébita de recursos públicos,
    lavagem de dinheiro, com penas de reclusão que, no geral, variam de um a 12 anos de prisão.


    A partir desta fase, a PF espera encontrar informações sobre outros participantes do esquema criminoso e sobre o destino total das verbas desviadas. A operação foi chamada de remenda, pelo fato dos recursos terem sidos liberados por emenda parlamentar.

    *Por Diário de Pernambuco

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