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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Agora lascou: Juiz dos EUA autoriza investidores a processar coletivamente a Petrobras

Ação envolve bilhões de dólares em perdas decorrentes do escândalo de corrupção na estatal brasileira investigado pela operação Lava-jato. Os investidores compraram títulos de dívida da estatal e ativos mobiliários da empresa.

Um juiz dos Estados Unidos abriu o caminho nesta terça-feira (2) para que investidores processem a Petrobras em grupo, em uma ação envolvendo bilhões de dólares em perdas decorrentes de um escândalo de propina e corrupção envolvendo a estatal brasileira, investigado pela Operação Lava-Jato.
O juiz distrital Jed Rakoff, de Manhattan, Nova York, certificou duas categorias de investidores ? a que adquiriu títulos de dívida da Petrobras em duas ofertas públicas, e outra que comprou ativos mobiliários entre janeiro de 2010 e julho de 2015 ? afirmando que suas alegações são similares o suficiente para dar continuidade à uma ação coletiva.
Uma categoria comprou vários papéis da Petrobras entre janeiro de 2010 e julho de 2015 e será liderada pela Universities Superannuation Scheme (USS), um fundo de pensão de funcionários de instituições de ensino de nível superior na Inglaterra.
A outra categoria de credores comprou títulos de dívidas em ofertas realizadas em 2013 e 2014. Ela será liderada pelo Tesouro do estado da Carolina do Norte e pelo Sistema de Aposentadoria dos Funcionários Públicos do Havaí.
Uma ação coletiva pode facilitar a recuperação de montantes maiores para investidores do que em processos individuais, apesar de não garantir recompensa. A Petrobras tem sido acusada de inflacionar o valor de mais de US$ 98 bilhões de seus títulos e ações durante anos de corrupção.
Devido ao escândalo de corrupção, o valor de mercado da estatal despencou de quase US$ 300 bilhões para menos de US$ 20 bilhões em relação a oito anos atrás, segundo dados da Reuters.
A fraude da Petrobras "arrancou bilhões de dólares em valor para os acionistas, assim como prejudicou a estrutura política e econômica do Brasil", afirmou Jeremy Lieberman, sócio do escritório Pomerantz, em um comunicado. "A decisão de hoje representa um marco importante nos esforços dos requerentes para recuperar uma parte significativa das perdas sofridas." (Meus conteúdos)

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