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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

'O silicone salvou minha vida', diz advogada vítima de atentado em Natal

Paloma Gurgel foi vítima de atentado dia 19, em Natal (Foto: Paloma Gurgel/Arquivo Pessoal)"Quando eu já estava caída, ele se aproximou e deu um tiro à queima-roupa no meu peito. Depois eu protegi minha cabeça com as pernas e ele efetuou outro disparo, desta vez acertando meu joelho, que ficou estraçalhado e quebrou a tíbia. No hospital, o médico me disse que o tiro no peito não atingiu o coração porque acertou a minha prótese. Ou seja: o meu silicone salvou a minha vida".
O relato é da advogada Paloma Gurgel de Oliveira Cerqueira, de 28 anos, vítima de um atentado ocorrido em uma lanchonete próximo à avenida Ayrton Senna, na Zona Sul de Natal, no dia 19 de dezembro passado. Paloma recebeu alta do hospital quatro dias após o crime e está escondida em outro estado. Por telefone, ele conversou com a reportagem.

Segundo Paloma, ela já vinha recebendo, mesmo que de forma indireta, ameaças de morte. "Tudo começou alguns meses atrás. Sou advogada criminalista e tenho mais de 300 clientes presos e quase outros 100 soltos, inclusive alguns de presídios federais.
Houve uma discussão com uma pessoa cujo nome já foi repassado à polícia, mas não se trata de nenhum cliente. Depois disso, através de outras pessoas, fui informada que poderia ser morta. Me mantive tranquila por ainda achar que não tinha inimizades, até que aconteceu isso comigo", falou.
Paloma disse que no dia 19 havia acabado de chegar a Natal de uma audiência em Fortaleza. "Cheguei, passei no meu escritório e fui para casa. No caminho, recebi um telefonema da minha sócia chamando para ir a essa lanchonete. Lanchamos e quando fui ao carro pegar minha bolsa para pagar a conta, um homem se aproximou e, sem falar nada, começou a atirar em mim", contou.
De acordo com a advogada, o homem usava bermuda preta, camisa azul claro e boné. "Quando percebi que ele iria atirar, subi meu braço para me proteger. O primeiro tiro atingiu meu braço direito, atingindo um nervo, o que pode me deixar com sequelas na mão. Após esse tiro, ele acertou outras quatro vezes a minha bolsa.

Com o impacto, eu caí no chão. Foi quando ele deu os outros dois tiros. Como eu fiquei imóvel fingindo estar morta e as pessoas que estavam na lanchonete e em uma igreja próxima começaram a gritar e correr, o bandido se assustou e foi embora. Segundo testemunhas, ele fugiu em uma caminhonete branca". *Com informações do G1RN

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