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    terça-feira, 2 de setembro de 2014

    Juíza diz que não se arrepende ter soltado assassino do cartunista Glauco, agora acusado de mas um crime: latrocínio

    A juíza que deu liberdade ao assassino do cartunista Glauco Vilas Boas e do filho dele Raoni Vilas Boas, em 2010, diz que não se arrepende ter concedido liberdade a Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 28, o Cadu. Ele foi preso na segunda-feira (1º) em Goiânia acusado de latrocínio (roubo seguido de morte).
    Em entrevista à rádio Bandeirantes, a juíza Telma Aparecida Alves disse que laudos psiquiátricos atestam que o rapaz sofre esquizofrenia e, por esse motivo, não responde na esfera criminal pelos atos praticados. “Ele foi julgado e foi absolvido. Quando o juiz o absolveu, ele disse que ele é louco, que não sabe o que faz e ele vai aplicar medida de segurança, que é tratamento psiquiátrico”, conta.
    A juíza ressalta ainda que o Congresso criou a lei antimanicômio para que os manicômios fossem encerrados. “Não se trata de encarcerar uma pessoa doente, mas tratar uma pessoa doente”, ressaltou.
    Para a rádio Bandeirantes, a juíza revelou que não mudaria a decisão se tivesse de julgar o futuro do acusado novamente.

    Crise chegou: Federação Trabalhadores na Indústria do RN externa preocupação com demissões

    Joaquim Bezerra de Menezes Neto, presidente da FTI-RN. Foto: DivulgaçãoO setor da indústria do Rio Grande do Norte tem sofrido com aumento das demissões, inclusive demissões em massa e até mesmo fechamento de empresas. A Federação dos Trabalhadores na Indústria do RN tem registrado homologações diariamente, mas, também tem registrado o não cumprimento dos direitos dos trabalhadores por parte das empresas, o que tem gerado preocupação. Até julho deste ano, foram mais de 700 demissões.
    No mês de agosto, por exemplo, uma mineradora localizada na cidade de Jucurutu fechou as portas e demitiu 22 funcionários, sem, no entanto, pagar os direitos trabalhistas. Isso fez com que o departamento jurídico da Federação entrasse com uma ação coletiva, de número 0001025-35.2014.5.21.0006, junto ao Tribunal Regional do Trabalho.
    “Além de ingressar com a ação, entramos com uma liminar para que os trabalhadores possam receber pelo menos o FGTS e o Seguro Desemprego de imediato”, comenta Joaquim Bezerra de Menezes Neto, presidente da FTI-RN.
    De acordo com ele, nos sete primeiros meses de 2014, a Federação homologou 514 demissões na sede de Natal e mais 189 casos na sede de Mossoró, somando mais de 700 demissões em apenas sete meses. Ainda segundo Joaquim Bezerra, os dados são de apenas parte do setor da indústria que é representado pela Federação e não incluem áreas como construção civil e têxtil, que também têm registrado demissões.